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sábado, 22 de julho de 2017

HUMILDADE ACIMA DE TUDO.

Keanu Charles Reeves nasceu em Beirute no Líbano em 02 de Setembro de 1964,   o seu nome foi dado em homenagem ao seu tio-bisavô paterno  havaiano, Samuel N. Reeves,  e o seu nome possui um significado poético "frescor ou serenidade", ficou muito conhecido em todo o mundo por seus diversos papéis em filmes importantes, tais como, Matrix, Constantine, Velocidade Máxima e muitos outros,  e foi agraciado com uma estrela na calçada da fama em Los Angeles, tendo com isso seu nome eternizado entre os maiores artistas do cinema mundial,  e também era baixista da banda Grunge Dogstar, até 2002 quando a mesma acabou,  mas apesar de todo o sucesso sua vida é bem diferente das outras estrelas de Hollywood. Apesar dele não usar drogas e nem bebidas alcoólicas,  vem de uma família muito problemática. 
Representar  multifaces, não significa viver multifaces!
Keanu Reeves um dos atores mais bem 
pagos de Hollywood, mas que deixa todo o 
conforto de lado, para comer pipoca em uma praça.
A despreocupação com o materialismo, 
rejuvenesce o ser humano.
Quando tinha apenas 12 anos seu pai foi preso, sua mãe para conseguir pagar as contas era stripper. Durante a juventude ele viu sua namorada morrer em um acidente de carro, pouco antes deles se casarem. Antes disso ela também tinha perdido um filho dos dois. Por esse motivo Keanu sempre foge de relacionamentos sérios.Todas essas experiências o transformaram em um artista diferente. Ao contrário de todas as estrelas do cinema, ele não possui nenhuma mansão e sempre diz: Eu vivo em um pequeno apartamento, lá eu tenho tudo que eu preciso o tempo todo. Por que eu escolheria uma grande casa vazia?
Em Matrix vive em um mundo surreal,
 em uma dimensão paralela.
Neo (Keanu Reeves), da trilogia Matrix, 
pode ter ainda mais dois filmes de sequencia em 3D.
 Depois de adulto ele ainda teve muitos outros problemas. Seu melhor amigo morreu, logo em seguida seu pai foi preso de novo e sua irmã diagnosticada com leucemia, que felizmente foi curada. Por isso ele doou 70% de tudo que ganhou com Matrix para hospitais que tratam essa doença. É muito normal o ver andando de metro pela cidade de Nova York:Em um de seus aniversários, ele estava sozinho e foi até uma loja de doces, comprou um bolo e sentou-se ali perto para comer. Cada vez que um fã parava e conversava com ele, Keanu dividia um pedaço de seu bolo. Ele não sai com seguranças e nunca usa roupas caras.
Em Constantine, vive um exorcista e 
fumante viciado, com um pé no inferno.
Em Velocidade  Máxima, fica frente 
a frente com um psicopata assassino.
 Quando perguntam para ele se é triste, ele simplesmente responde: "Você precisa ser feliz para viver...Eu não." Um grandioso exemplo vivo de que o sucesso, o poder, a fama, o dinheiro, e todo o conforto terreno, não é o suficiente para trazer a verdadeira felicidade. E a simplicidade do ser abrira todas as portas inimagináveis. 
Uma historia tocante, que demostra onde esta a verdadeira felicidade, o materialismo as vezes pode trazer uma falsa ilusão de conforto, mas não trara a felicidade plena, os sentimentos humanos são uma fortaleza complexa e cheia de incógnitas. agora o que faz uma pessoa que tem todo o conforto do mundo, deixar todo esse de lado, e andar no meio das demais pessoas em um simples metro.
Keanu Reeves, normalmente lendo um 
jornal enquanto viajava em um 
trem no metrô de New York.
Solitário em uma praça dando milho aos pombos. 
E em plena data do seu aniversario, onde poderia facilmente realizar uma imensa festa em um imenso salão, (como muitos o fazem por ai)  mas que deixa tudo isso para simplesmente comemorar sozinho em um banco de uma praça, e ainda dividir o seu bolo com pessoas desconhecidas?  Quem sabe ai esteja a verdadeira felicidade, de um momento sem holofotes, mas com uma iluminação interna descomunal, algo que transcende a sabedoria humana, algo surreal, porque se você não estiver feliz consigo mesmo, nada no mundo fara você feliz, toda pureza e simplicidade da vida pode fazer uma grande diferença. Onde aquela luz interior jamais sera ofuscada.
Fonte Wikipedia.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O QUE EXTINGUIU OS DINOSSAUROS?

Eu adoro assistir aos programas de documentários sobre tudo que é tipo de assunto, politica, evolução humana, geologia, paleontologia, policiais investigativos, óvnis  historia em geral, etc, e assistindo um desses programas no canal History eu vi uma reportagem muito interessante onde cientistas americanos ao estudarem um esqueleto muito antigo de um dinossauro, T.rex,  e por acaso descobriram no mesmo pequenos vestígios de radiação atômica, essa descoberta mexe a fundo com todas as teorias sobre o desaparecimento desses repteis gigantescos.
Os dinossauros teriam sido extintos
 por uma tremenda bomba atômica? 
Pois o que se supunha ate agora era que esses animais pre-históricos desapareceram devido a queda de um asteroide gigantesco com 12 quilômetros de circunferência  a 65 milhões de anos atras, na península de Yucatan no México, que causou um dano tremendo ao cair, levantando uma grande nuvem de poeira que tapou a luz do sol, e que por causa disso causou um efeito domino, destruindo as plantas que necessitavam da luz do sol para realizarem a fotossíntese  e que serviam de alimento a diversos animais herbívoros, que também, serviam de alimento a animais carnívoros.
A teoria dizia sobre a queda de um
 imenso asteroide, que teria causado um 
terrível dano em todo planeta.
Enfim os animais que sobreviviam das plantas não tinham mais alimento e morriam de fome, consequentemente também os animais carnívoros se alimentavam das carcaças dos mortos, mas quando não haviam mais carcaças, eles também morriam de fome, e pelo que se imaginava anteriormente, essa falência múltipla de alimentos, fez com que os dinossauros fossem extintos definidamente do planeta. Mas agora com essa nova descoberta pergunta-se qual foi verdadeiramente a causa da extinção desses repteis gigantescos da face da terra?
A prova de que existiram os dinossauros
 são os imensos esqueletos encontrados.
As bestas-feras, desapareceram para
 sempre da face da terra, e fica o 
grande mistério sobre isso.
Se haviam muitas duvidas sobre essa teoria, agora então foi tudo para o brejo, e os cientistas estavam crentes que tinham a resposta sobre a extinção dos dinossauros, mas agora eles voltaram de novo a estaca zero, tudo bem mas se não foi esse imenso asteroide o causador da extinção jurássica, então o que foi? Teriam sido destruídos por um bombardeio nuclear? Mas a 65 milhões de anos atras? Porque esse tipo de radiação é uma radiação exposta, dando a entender que os animais foram atingidos por alguma especie de bomba muito potente e destruidora, que tinha como componente principal átomos de energia atômica altamente radioativos,  como uma bomba atômica  pois mesmo depois de tudo esse tempo (65 milhões de anos), ainda restam alguns vestígios de radiação.
Um corpo dessa magnitude teria plenas 
condições em destruir toda vida do planeta,
 mas e os vestígios de radiação nuclear?
Haja vista que a contaminação por radiação nuclear dura cerca de 500 anos, e depois não fica mais nenhum vestígio, agora depois de dezenas  de milhões de anos, ainda haver sinal de radiação em um fóssil animal,  isso indica uma mega dosagem de radiação utilizada. Agora fica a pergunta quem se utilizou dessa potente arma, para destruir os dinossauros? Pois para a construção de uma bomba dessa magnitude é necessário de uma alta tecnologia de ponta e total domínio sobre  fissão nuclear. Esse se torna  mais um mistério em nosso planeta que levara muito tempo ainda para ser decifrado, se é que um dia se possuirá uma resposta plausível para todas essa perguntas.
Fonte BBC.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

SINDROME DO SONO.

Você já imaginou se algum dia repentinamente tombasse em seu próprio sofá e… dormisse, talvez para sempre? Não estamos falando de morte: estamos falando sobre dormir mesmo, em um sono absurdamente pesado. Beth Goodier sabe muito bem sobre como isso é  conheça a história da mulher acabou dormindo por seis meses no sofá de sua própria casa: Beth é uma mulher de 22 anos que tem uma vida muito diferente da maioria: ela dorme por vinte e duas horas por dia ou mais às vezes, mas não porque ela é preguiçosa. Ela foi diagnosticada com KLS (síndrome de Kleine-Levin), também conhecida como Síndrome da Bela Adormecida.
A jovem dorme por longos períodos de tempo sem acordar completamente ou corretamente.
Beth Goodier sofre de uma rara síndrome
 do sono ao qual a faz adormecer
 por tempo acima do normal.
Ela ficou por 6 meses dormindo ininterruptamente,
 so acordando por alguns momentos para
 se alimentar e as necessidades básicas.
Tudo aconteceu quando ela tinha 16 anos, sendo que adormeceu um dia e não acordou durante um período de cinco meses. Ela conseguia se levantar por alguns minutos para comer e beber e cuidar de algumas outras necessidades, mas era só isso. Atualmente, quando ela consegue acordar corretamente, ela corre para viver sua vida o máximo que pode porque ela nunca sabe quando vai adormecer de novo. Não se conhece muito sobre a doença, mas parece atingir adolescentes de cerca de dezesseis anos e pode durar em torno de treze anos. Isso tira alguns anos muito importantes à medida que a pessoa está crescendo e perdendo a oportunidade de terminar o ensino médio, ir para a faculdade e, obviamente, conseguir um bom trabalho durante sua juventude.
Uma bela adormecida da vida real,
 que imita a historia fictícia da
 bela adormecida da ficção.
Seu perfil lembra em muito o perfil da 
personagem da historia A Bela Adormecida.
Existem mais de cem pessoas na Grã-Bretanha que foram diagnosticadas com a síndrome de Kleine-Levin ou KLS e várias diagnosticadas no mundo. Quem pensa que a maldição do sono existe apenas no conto da Bela Adormecida, se engana. A inglesa Beth Goodier que nos diga! Aos 22 anos, a jovem sofre da síndrome Kleine-Levin, uma rara disfunção neurológica que faz a pessoa dormir excessivamente. O sono pode durar dias ou até mesmo meses, exatamente o que aconteceu com Beth. Sua mãe conta que em um dia comum, a filha adormeceu no sofá e não acordou por 6 meses -exceto com pequenos intervalos para se alimentar e ir ao banheiro. Nos últimos cinco anos, estima-se que Beth passou 75% de seu empo dormindo e quando acorda, é como se o tempo não tivesse passado e tudo estivesse normal. 
Uma doença rara,  ao qual um numero
 relativamente pequeno de pessoas
 sofre seus efeitos.
Essa bela adormecida é diferente da
 personagem fictícia, pois nenhum
 beijo podera acorda-la.
“Pode ser de dia ou à noite. Ela pode acordar amanhã e entrar em uma corrida contra o tempo para viver tudo que perdeu. Ela se apressa para se arrumar e encontrar os amigos, mas nunca sabe quando vai cair em sono profundo novamente”, explicou a mãe. Quando precisa ir ao médico, Beth tem que ser levada em uma cadeira de rodas, já que se sente muito cansada até para andar. De acordo com o Daily Mail, muitos que sofrem da doença têm seus objetivos abalados. Beth tinha esperanças de ir para a universidade e se tornar psicóloga, mas sua condição a faz passar a maior parte do tempo na cama.
Fonte CNN.

domingo, 16 de julho de 2017

VOCE PERDOARIA?

O que faz alguém perdoar um assassino? A canadense Margot von Sluytman pode responder a essa pergunta. Em 1978, quando ela era adolescente, seu pai, Theodore, foi morto durante um assalto à loja em que trabalhava. Glen Flett, um dos assaltantes, apertou o gatilho. Anos mais tarde, ele se arrependeu. E fez contato com Margot.  Desse primeiro gesto viria a surgir uma extraordinária amizade. Falando, e às vezes chorando, os dois contaram sua história ao programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC.  "Desde cedo aprendi que agir de forma violenta ou raivosa às vezes funcionava. Tive meu primeiro contato com a polícia aos sete anos de idade. Estava com meu irmão e meu primo; eram três anos mais velhos do que eu e tinham grande influência sobre mim. Eles estavam invadindo uma casa, a polícia apareceu e nos pegou", conta Glenn. "Quando eu tinha nove anos, houve outro encontro."Glen diz que, dessa vez, foi agredido fisicamente. Dali em diante, conta, passou a "odiar a polícia visceralmente"."Meus pais não viam essas coisas. Meu pai me amava e tentava esconder as coisas que eu estava fazendo da minha mãe."Aos 19 anos, Glen foi preso pela primeira vez. "Fui pego roubando de uma loja e, quando o segurança me pegou, puxei um canivete suíço e o esfaqueei. 
Margot em 1978 teve o pai 
Theodore, assassinado friamente 
por um assaltante cruel assaltante.
Essa tragedia causou uma imensa 
desilusão e frustração a uma jovem
 adolescente muita apegada ao pai.
Foi a primeira vez que fui preso. Eu tinha 19 anos."Aos 22 anos, Glen se casou. Arrumou um trabalho, teve um casal de gêmeos  mas não durou muito. "No dia em que meus gêmeos nasceram fui para a cadeia por assalto à mão armada." Em 1978, Glen e seu comparsa - um homem que ele havia conhecido na cadeia - estavam morando em Toronto. Foi nessa cidade, no dia 27 de março, que Glen cometeu o ato que mudaria para sempre sua vida - e também a de uma família local."O dia estava lindo, lembro muito bem. Vínhamos planejando esse assalto. Queríamos roubar um entregador. O plano era derrubá-lo, pegar a sacola com o dinheiro e fugir. Derrubamos o cara e saímos correndo pela escada rolante, empurrando as pessoas que estavam em nosso caminho. Chegamos ao piso principal, corremos pelos corredores." "Uma pessoa vinha correndo atrás de nós, gritando, 'parem esses caras'. Entramos em uma loja cheia de araras com roupas. Naquele primeiro momento, não vi Sluytman. Ele apareceu de repente, me segurou pelo colarinho e disse: 'Pare. Desista, filho'."Glen mal consegue falar ao recordar esse momento. Meu parceiro e eu… acho que nós dois, espontaneamente, atiramos nele."  
Glen Flett foi o algoz assassino do
 pai da jovem Margot no passado.
Que hoje se diz ter mudado de vida e 
imensamente arrependido de ter 
causado tremendo dano a toda
 familia de Margot no passado.
Glen não soube, de imediato, que havia matado o pai de Margot."Ele estava me segurando, mas quando foi alvejado, me largou. Então eu caí no chão. Levantei e saí correndo." Ele e o parceiro correram para o carro e foram para o apartamento onde estavam morando. Quando ligaram a televisão, ouviram a notícia de que um homem havia sido morto durante um assalto. Enquanto Glen descreve aquele dia fatídico, Margot, a filha de Glen, escuta em silêncio. Agora, emocionada, ela explica o que sente ao ouvir o depoimento."Sinto a dor. E também sinto uma dor intensa por… (começa a chorar) por Glen. Porque acho que deve ser muito difícil viver com essa dor." Margot começa a descrever como foi, para ela, o dia em que seu pai foi morto. "Eu estava em casa. Minha mãe trabalhava em casa; ela cuidava de crianças. Eu estava no andar de baixo, brincando de professora com as crianças. Bateram na porta da sala de brincar. Dois homens altos. Perguntei quem eram, o que estavam fazendo ali. Disseram que eram policiais, então perguntei: 'Meu pai teve um acidente de carro?' Aconteceu alguma coisa?""E eles responderam: 'Não, ele foi morto hoje em um assalto'." "Tínhamos uns varais no andar de baixo. As roupas brancas do meu pai estavam penduradas no varal. 
Margot demostra com essa atitude 
uma impressionante tendencia afetuosa
 mesmo com aquele ser que destruiu
 boa parte de sua vida na juventude.
Reconhecer o assassino de um familiar
 no passado, e hoje te-lo como um 
grande amigo, é uma atitude para
 poucos seres humanos.
Olhei para as roupas e depois corri rápido para o andar de cima. Minha mãe estava sentada no topo da escada. Ela chorava muito. Olhou para mim e disse: 'Margot, papai. Morto'." "Minha vida mudou", conta Margot. "Metade de mim morreu quando meu pai morreu." "Éramos muito próximos em nossa família. E eu e meu pai éramos muito próximos. Duas semanas antes de ele morrer, tivemos uma grande discussão. Nós nunca brigávamos. E tínhamos acabado de fazer as pazes. Eu tinha 16 anos."Na manhã em que foi morto, Theodore Sluytman estava de folga, conta Margot. Mas foi à loja porque queria se preparar para uma liquidação. Era um ótimo vendedor, ela explica. E ganhava comissão. "Quando ele estava descendo as escadas eu perguntei: 'Posso ir com você?' Ele olhou pra mim e disse, 'Escute aqui, sua pestinha, vou sair por duas horas e já volto, ok? Você fica aqui'." "Eu não falo muito sobre isso", diz Margot. "Acho que é a primeira vez." Enquanto Margot vivia o luto pela morte do pai, Glen foi preso e condenado por assassinato. Anos se passaram. Na prisão, Glen passou a praticar o cristianismo. Começou a refletir sobre a vida que tinha destruído, o mal que causara, diz ele. Um dia, obteve permissão para sair da cadeia e passar alguns dias com sua própria família.
Eu imagino que se a morte tivesse 
ocorrido por algum acidente, ja seria
 muito difícil de-se perdoar, agora
 imagine a morte ocorrida por um
 crime bestial de assalto!
Não se trata apenas do perdão biblico, mas
 de algo muito acima disso, capaz de unir
 em solido traço de amizade o algoz e 
a vitima, nem Fleud explicaria isso.
Glen relembra as visitas dos filhos pequenos. "Meus pais traziam meus filhos para me ver. Eles vinham; a casa tinha dois quartos. Meus pais dormiam em um deles; eu e os meninos juntávamos as camas de solteiro e dormíamos todos juntos."  "À noite, enquanto eles dormiam, eu ficava acordado, pensando na sorte que tinha. Sentia vergonha em pensar que alguém como eu podia viver isso, quando eu havia tirado a vida de um outro", conta Glen, com a fala entrecortada por soluços. Margot, por sua vez, precisou se distanciar um pouco da família. "Saí de casa três meses após meu pai ser morto. Saí porque queria que me deixassem em paz. Para poder pensar. A dor na minha casa era demais."Margot conta que sentia uma forte necessidade de conhecer a pessoa que matara seu pai."Eu tinha de saber. Por que fizeram aquilo?" E Glen vivia atormentado pelo remorso. "Queria que eles soubessem que eu compreendia a santidade da vida. E que eu não entendia isso antes de tirar a vida de Sluytman. Mas agora eu chorava até cair no sono às vezes porque eu sentia muito pelo que havia feito."Quando Glen saiu da cadeia, sua esposa, historiadora, descobriu onde estava a sepultura de Sluytman."Fomos visitá-la", ele conta. "Era tão bem cuidada. 
Alguns crimes são demasiadamente graves 
e suas sentenças são ridículas, agora 
uma situação inusitada dessa, deixam
 as pessoas injustiças com um ar de
 interrogação e perplexidade!
Margot aceitou as desculpas do 
assassino de seu pai, e o perdoou,
 e hoje desfrutam de uma grande amizade.
Doze anos mais tarde, dava para perceber que a família visitava a sepultura com frequência. Ele não tinha sido esquecido.""Eu procurei a polícia. E também o promotor do caso. Disse a eles que tinha mudado a minha vida, que sentia muito (pelo que havia feito) e que gostaria de dizer isso à família Sluytman."No entanto, Glen foi desaconselhado a procurar a família. Um dos policiais temia que o contato trouxesse de volta a dor e as lembranças. Anos mais tarde, um amigo de Glen leu um artigo sobre Margot. Ela tinha crescido, cursara universidade, era poeta e tinha acabado de ganhar um prêmio. Glen e sua esposa decidiram fazer uma doação pela internet em apoio ao trabalho dela. A doação foi feita anonimamente. "Três horas mais tarde, recebemos um e-mail", conta Glen."Você é casada com o Glen Flett, o homem que matou meu pai na segunda-feira de Páscoa, dia 27 de março de 1978?", dizia a mensagem. "Fiquei apavorado. Não sabia o que pensar", conta Glen. Foi assim que teve início um diálogo entre Margot e o homem que matara seu pai. Em resposta, a esposa de Glen escreveu: "Vimos o seu trabalho, não queríamos fazer mal a você"."Não me fizeram mal. Vou mandar alguns livros para vocês", respondeu Margot. "Você se importaria em pedir ao seu marido que me faça um pedido de desculpas?"
A grande maioria dos criminosos se diz 
arrependidos de seus crimes, porem
 e viram-se as costas e logo eles repetem
 os mesmos atos criminosos, quem vai
 saber o que se passa dentro das
 cabeças desses criminosos?
Perdão uma palavra facil de-se dizer porem um 
sentimento muito dificil de-se disponibilizar,
 agora eu nunca perdoaria alguém que 
machucasse uma pessoa da minha familia !
"Na manhã seguinte, encontrei uma carta curta, respeitosa e simples me pedindo desculpas. A partir daí, começamos a conversar. O que eu queria saber era: por quê? E também quais tinham sido as últimas palavras do meu pai.""Trocávamos e-mails, eu tinha milhões de perguntas. Ele respondeu todas. No final, ele disse que precisava me encontrar. Voei para British Columbia, onde Glen vive. E nos encontramos." "Não sabia como ela era, mas eu conhecia Margot. Tínhamos uma conexão forte nos nossos corações. Falei de coisas que eu sentia a respeito do que havia acontecido, coisas profundas, que nunca havia dito a ninguém." "Ela saiu do carro e perguntou 'Glen Flett?' Nos abraçamos e começamos a chorar. Conversamos e caminhamos durante uma hora e depois fomos para a minha casa, onde ele conheceu minha filha, Victoria, que tem nove anos. Ela disse, 'Pai, é tão estranho, ela tem um jeito tão parecido com o seu!" Desde então, Margot e Glen já se encontraram várias vezes.Encontrar Glen "me ajudou de uma maneira profunda", diz Margot. "Somos muito amigos. Dizemos 'eu te amo' um ao outro. Sei que para algumas pessoas é muito complicado ouvir isso."De fato. Perdoar, sim, dizem alguns. Mas amizade? Não acaba reabrindo a ferida?"Não", responde Margot. "É muito bonito. Porque é um paradoxo."(Aos que perguntam por quê?) respondo: Porque é a coisa certa. É a coisa certa para mim. É a coisa certa para Glen. Sinto que meu pai está sendo celebrado. Minha mãe está sendo celebrada, os pais de Glen estão sendo celebrados. Toda a dor deles não é em vão. Temos esperança. Amor. Possibilidades. E temos diálogo. Falamos sobre a perda. Sinto gratidão.
Fonte MSN Noticias.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

VIDA E MORTE NAS ALTURAS.

Em 5 de outubro de 1999, pouco antes de uma devastadora avalanche varrer as encostas próximas do acampamento-base do monte Shishapangma (8.027 metros), matando o montanhista Alex Lowe, ele parecia “quase certamente entusiasmado e feliz”, descreveu na época seu amigo Gordon Wiltsie, fotógrafo da National Geographic“Que seu corpo descanse para sempre no lado tibetano da montanha é um bom lugar”, afirmou. A avalanche também matou o cinegrafista Dave Bridges, 29 anos, além de causar ferimentos leves em Conrad Anker. Lowe tinha 40 anos e era considerado o melhor alínista da historia da America do Norte e um dos maiores no cenário internacional. Os caprichos dos movimentos glaciares acabam de impedir o desejo de Wiltsie: os corpos de Lowe e Bridges foram encontrados, por puro acaso, pelos alpinistas Ueli Steck e David Goettler, que atualmente busca abrir nessa montanha uma nova via de escaladas com um desnível de 2.000 metros.
Alex Lowe  o primeiro a esquerda
 ao lado de Conrad Anker
alpinista que foi soterrado
 por uma avalanche em 1999.
Os perigos rondam de todos os lados,
 as vidas dos destemidos alpinistas, 
Conrad Anker levou anos para superar a morte do seu grande amigo e mentor, seu parceiro de escalada, seu alter ego. Demorou a entender por que, estando tão perto, a avalanche poupou sua vida. Seus colegas de expedição procuraram os corpos durante dias, sem sucesso. Dois anos depois da tragédia, Conrad Anker se casou com a viúva de Alex Lowe, Jennifer, e adotou os três filhos dele, Max, de 10 anos, Sam, de 6, e Isaac, de 3. Em seguida, criaram a Alex Lowe Foundation, uma organização beneficente cujo site estampa nesta segunda-feira o título: “Alívio”.Muitos dos que perdem um ente querido na montanha fazem o impossível para recuperar seus restos. É uma forma de encerrar o luto, olhar ao futuro, de virar uma página que, entretanto, sempre continuará presa. É a necessidade de saber que a pessoa desaparecida não será encontrada por um desconhecido. Conrad Anker e sua esposa estavam por acaso no Nepal, trabalhando para sua fundação quando receberam a ligação do suíço Ueli Steck e do alemão David Goettler.
Conrado Anker  considerado o melhor
 alpinista americano sobreviveu por muito
 pouco e viu seu grande amigo ser
 engolido pela avalanche.
Alex Lowe virou uma lenda por sua imensa
 capacidade em vencer os grandes picos
 e tambem por ter salvo muitos alpinistas. 
 Descreveram dois corpos “ainda presos no gelo azul, mas emergindo da geleira”. Os dois fizeram a mesma descrição da roupa, e Anker soube, “sem nenhuma dúvida”, que haviam encontrado os restos de seus amigos. “A descoberta traz alívio a Jennifer, nossa família e a mim, e fecha um círculo”, declarou Anker. Sua mulher, Jennifer, escreveu no site da fundação: “Alex e David desapareceram, foram capturados e permaneceram congelados no tempo. Agora agradecemos por conseguirmos recuperá-los”. O casal irá agora ao acampamento-base de Shishapangma com a ideia de “dar descanso” aos dois alpinistas. Conrad Anker agora é um dos alpinistas mais respeitados do momento, um homem que vive com sua família em Bozeman, Montana e que percorreu quase o mesmo caminho de sucesso de seu amigo Alex. Por isso se prendeu a um detalhe: “é bom que seus restos tenham sido encontrados por alpinistas. Não foram encontrados por um pastor com seus iaques.
Por tras de uma belíssima imagem, 
se escondem grandes perigos.
O tempo muda de uma hora para outra 
deixando os alpinistas a sua própria sorte.
Sem duvida as avalanches ainda
 são as maiores causadoras de
 mortes nas escaladas.
 Não foi um alpinista amador. David e Ueli são feitos do mesmo barro que eu e Alex”, declarou à revista OutsideUeli Steck é o melhor alpinista do momento, uma pessoa à frente de seu tempo que acabou com muitas barreiras psicológicas no mundo do alpinismo. Se Alex Lowe é lembrado por seus resgastes no Denali, salvando vidas sem pensar na sua, Steck se lembra dele por seus gestos no lado Sul do Annapurna: foi o único capaz de socorrer Iñaki Ochoa de Olza em sua agonia na montanha, impedindo que morresse sozinho, e anos depois retornou para realizar no mesmo lugar uma escalada de outro mundo: escalou e desceu a parede por um novo caminho em 28 horas. Conrad Anker foi co-protagonista de um grande documentário chamado Retorno a Meruque, após receber o prêmio do júri no Festival de Sundance em 2015, chegou a ser exibido em circuito comercial nos Estados Unidos. Foi um enorme e inesperado sucesso. Anker explica no filme como superou a perda de seus dois mentores: Mugs Stump e Alex Lowe, e ao lado de dois alpinistas muito mais jovens do que ele realiza o caminho da conquista da Barbatana de Tubarão do Meru. Anker fala da necessidade e da sorte de contar com um mentor que ajude o alpinista jovem a entender a montanha, seus códigos, sua essência, seus dramas, suas leis não escritas. E a continuar vivendo quando a perda o paralisa completamente.
Fonte El Pais.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O HOMEM ERRADO.

O Homem Errado é o que mais representa o seu medo da polícia. Esse pavor começou quando o diretor tinha apenas cinco anos: depois de ter feito alguma travessura, o seu pai o mandou para o delegado com um bilhete, pedindo que o homem prendesse seu filho por cinco minutos. A experiência durou pouco, mas foi o bastante para traumatizar o menino por toda a vida. O resultado pode ser visto em quase todos os seus filmes: a polícia, além de ser ineficiente, está sempre do lado errado, perseguindo o protagonista inocente. O que difere essas outras obras de O Homem Errado é a ênfase que Hitchcock dá aos danos que essa força pode causar ao homem comum. 
Um homem normal, que de uma hora
 para outra tem sua vida revirada.
No resto de sua filmografia, os policiais quase nunca são levados a sério, ganhando até mesmo ares cômicos de vez em quando, já que nunca conseguem se apoderar do personagem principal (pelo menos por um longo período de tempo). Nesta produção, não há espaço para humor: a polícia não só prende Manny como arruína sua vida. Percebe-se que até o modo como Hitch filma a polícia é diferente: são filmados de maneira muito próximas, mas não como pessoas, e sim como meros instrumentos (ora ele só mostra seus pés e mãos, ora seus rostos de perfil, impassíveis como estátuas) ou seres insensíveis ao sofrimento do protagonista e da plateia, que toma as dores do músico. 
Estar em uma situação dessas, faz
 a cabeça viajar em pensamentos.
Assim, a antipatia de Hitchcock pela polícia vai aos poucos contagiando os espectadores. O típico humor hitchcockiano não está presente aqui porque o Mestre se esforçou para se manter fiel à história o máximo possível. Ele próprio admitiu que morreu de medo de se afastar da narrativa original, o que deve tê-lo impedido de inserir seus toques mais costumeiros, como as sequências cômicas. Se levarmos em conta o caráter verídico de O Homem Errado, percebemos que ficariam muito deslocadas cenas de humor: quem é que acharia graça de qualquer coisa sabendo que, em algum lugar e alguma hora, um homem realmente passou pelos sofrimentados apresentados na tela?
Um musico que se ve em uma situação
 muito constrangedora e cruel.
Dito isso, podemos passar para a construção primorosa do suspense deste filme. O filme começa leve e banal, com Fonda se apresentando no clube, lendo o jornal na volta para a casa, conversando com sua mulher e filhos… Essas cenas aparentemente inúteis, na verdade, tem dupla importância: elas contrastam com os fatos ainda por vir (é a volta da história do cidadão simples que é obrigado a sair da rotina e viver algum tipo de jornada, temática cara à obra de Hitchcoch) e, principalmente, permitem que nos identifiquemos com Manny. Ele é um homem direito, vive uma vida sem qualquer agitação, totalmente preenchida pelo trabalho e amor à família. Sabemos, de antemão, que ele nunca poderia ter feito nada fora da lei. É por causa dessa boa apresentação na calmaria, que torcemos tanto para Manny provar a sua inocência na tempestade.
Uma historia que pode muito bem se
 encaixar na vida de qualquer pessoa normal.
Como pode ser desconfortável passar por
 uma situação dessas, mesmo atraves da ficção.
A grande tematica dessa historia urbana, é o fato da grande comoção causada aos telespectadores, que praticamente se colocam no lugar do personagem Manny Balestero (Henry Fonda), devido a sua grande peculariedade com a maioria das pessoas, fazendo com que fiquem do lado do acusado, e contra a policia, em uma relação absolutamente possivel a qualquer cidadão. E devido a isso causa uma estrema sensação de frustração a todos quando a policia então, resolve coloca-lo atras das grades pura e simplesmente. Logicamente em qualquer caso de crime, alguem deve ser responsabilizado, mas quando tudo leva a crer que esta havendo um grande engano, e uma injustiça esta sendo feita, para a policia essa possibilidade é muito pequena ao ponto de pura e simplesmente, não acreditar nele, e deixa-lo em uma situação incomoda, pois tambem a policia tem a obrigação moral de descobrir e prender o culpado, mesmo que em certas ocasiões não se tenha 100% de certeza sobre a sua culpa, mas é preciso dar uma resposta a sociedade... E essa resposta pode ser o homem errado.
Fonte Fan Apart.