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sexta-feira, 31 de março de 2017

ETERNOS MONSTROS.



Ao interpretar em 1931 a lendária criatura de Frankenstein, Boris Karloff consagrou-se como um imortal mito do cinema de horror, juntamente com Lon Chaney Jr e Bela Lugosi dois grandes  ícones do horror marcaram seus nomes na história por suas marcantes interpretações nas décadas de 1920, 30 e 40, e somados a Vincent Price, Peter Cushing, John Carradine e Cristopher Lee (único ainda vivo), estes a partir dos anos 50, construíram as bases do gênero as quais permanecerão para sempre.
Boris Karloff, transmitiu fielmente 
a historia de Mary Shelley para 
as telas dos cinemas.


Apesar de um pouco menos de um terço de seus 156 filmes (entre mudos e sonoros) serem de horror, Boris Karloff é considerado um personagem eterno do gênero. Nasceu em 23 de novembro de 1887, no subúrbio londrino de Camberwell. Vindo de uma família de classe média, seu nome de batismo foi William Henry Pratt. Sua família era composta ainda por mais sete irmãos e uma irmã e seus pais morreram ainda na sua infância. Em maio de 1909 ele foi para o Canadá tentar a carreira de ator. Nessa época criou seu nome artístico e tão conhecido pelo público. Segundo ele, o nome Karloff veio dos ancestrais russos pelo lado de sua mãe e Boris foi escolhido ao acaso.


Bela Lugosi, interpretou tão bem o 

seu personagem, que passou a ser 

chamado de Drácula nas ruas.

Trabalhou em teatro e rádio até que finalmente em 1919 fez seu primeiro filme, então com 32 anos de idade, "His amajesty, The American"(United Artists), um filme mudo dirigido por Joseph Henabery, onde Karloff aparece apenas como um figurante numa história de aventura, Detalhe aquela época com á invenção dos aparelhos projetores, abria-se um grande campo para os atores de teatro que teriam á possibilidade de ter o seu trabalho levado ao público através dos recem inaugurados cinemas.
Lon Chaney, o famoso homem  das mil faces.
Mas surgiu um pequeno impecilio, com á ascenção do desconhecido ator teatral italiano radicado nos E.U.A. Rodolfo Valentino, e também dos chamados melodramas, dava-se um valor imenso ao ator galã, que seria o mocinho dos filmes, e também seria o eterno herói amado pelas mocinhas apaixonadas, e o perfil de Boris Karloff, não se encaixava nem um pouco com essa exigência por um motivo bem simples, ele não tinha o perfil tipico do galã, todo desajeitado.
Vincent  Price um ator  talentoso, 
dono de uma voz muito tenebrosa.
Voz de trovão, e apesar de ser um ótimo ator, ele não tinha as características adequadas para esses tipos de filmes, quem sabe ele também não possuía essa performance em assimilar o personagem, e existiam também mais atores com esse mesmo problema, então surgiram os filmes de terror, que foram uma verdadeira mão na roda para muita gente talentosa.
Peter Cushing, o eterno Dr Van 
Helsing, destruidor de vampiros.
Cristopher Lee, assumiu o papel 
de Conde Drácula depois da saída 
de cena de Lugosi.
John Carradine, participou de varios 
filmes inclusive filmes de horror, ele 
é pai do ator David Carradine, que 
interpretou o kung-fu nas telas.
Christopher Lee e Peter Cushing, 
fizeram muitos filmes juntos.
 algo  perversamente  escrito sobre a tragetoria do monstro que fez viver em uma pilha velha empoeirada e dormir em um caixão  milenar, novamente. Talvez seja a autoridade que ele traz para o papel de maior vilão da literatura vitoriana, talvez seja o fato de que seu rival, Peter Cushing, (Van Helsing seu eterno perseguidor) é bastante aterrorizante em seu próprio direito. De qualquer maneira, apesar de só entregar 13 linhas de diálogo, Leefaz com que o cruzador caped seu. Ele iria para reprisar o papel em mais seis filmes de Horror da produtora cinematográfica Hammer.
Drácula ou Nosferatu, qual deles é o mais tenebroso?
O cinema de horror deve muito aos 
grandes diretores e atores que 
incorporaram fielmente o personagem
 como uma segunda pele.
Nosferatu o vampiro da noite, uma 
caricatura do Conde Dracula.
Nosferatu é um filme clássico do expressionismo alemão, produzido em 1922, suas imagens de horror ainda conseguem surpreender grande parte do publico, foi baseado em Drácula de Bram Stoker (1897), o diretor F.W. Murnau, não conseguindo os direitos autorais com a viúva de Stoker, acabou produzindo uma versão independente, cuja narrativa preserva o enredo original de Stoker (uma das versões de Nosferatu apresenta o nome de cada personagem com seu equivalente no romance de Stoker)

O ator Marc Screrssc interpretou a 
primeira versão de Nosferatu em 1922.
O interessante nessa historia, foi que á viuva do escritor Bram Stoker, não concordando com os valores dos direitos autorais do filme, processou o diretor, que em um verdadeiro malabarismo, em cima da hora, numa saída pra la de estratégica, na pre-estreia do filme, mudou o nome do mesmo de Dracula, para Nosferatu, e assim conseguiu á liberação deste, agora escolher entre Drácula e Nosferatu, os dois tem praticamente a mesma historia, mas contam personagens bem diferentes.
Christopher Lee interpreta Drácula 
o príncipe das trevas em 1966.
Dracula é um cidadão elegante, educado e cortes, um Conde muito bem situado, (apesar de passar o descanso em seu fúnebre caixão), acima de qualquer suspeita, e consegue suas vitimas através de um assedio inteligente e suntuoso, um "nobre serial killer", enquanto que o vampiro Nosferatu, ataca como uma besta humana descontrolada, aterroriza a todos com sua aparência monstruosa.
Klauns Kinski, interpretou a segunda 
versão de Nosferatu em 1979.
E não disfarça nem um pouco suas verdadeiras intenções diabólicas, não é nem um pouco inteligente, usa a violência como trunfo, os dois são tenebrosos e passam isso em momentos diferentes no filme, eu diria que suas performances são diferentes mas o conteúdo é o mesmo, na minha sincera opinião, eu acho Nosferatu mais aterrorizante do que o Conde Drácula, agora cada um tem seu ponto de vista e sua própria opinião sobre esse assunto.
Lon Chaney interpretou o 
personagem quasímodo em 1923.

O corcunda de Notre Damme de Paris, é um livro de autoria de Victor Hugo, publicado em 1831, e narra a historia de um homem coxo e deformado, que foi adotado pelo arquidiácono Claude Frollo, sua condição de quasímodo, lhe traz muita raiva e decepção, e também por conta de um amor não correspondido pela belíssima cigana Esmeralda, que significa para ele uma beleza suprema e celestial, mas inatingível. 
A belíssima atriz Patsi Ruth Miller, 
interpretou a cigana Esmeralda.
São duas formas de amar diferentes, o corcunda supre uma paixão verdadeira e intensa pela jovem moça, por onde a mesma apenas sente por ele muito carinho, (quem sabe pela sua condição física), no entanto ela não sente absolutamente nada por ele, mas com sua imensa atenção em cuidar dele, ele se sente amado e confunde os sentimentos em sua cabeça, Frollo também sente algo por ela, mas ela  se sente atraída pelo soldado Phoebus, ao qual é noivo e não sente nada por ela, nesse vai e vem de emoções, com certeza não tera um bom final.
O corcunda, nutria uma paixão 
descomunal pela moça, não correspondida.
Drácula, Nosferatu, Van Helsing, o monstro Frankestein, mas o que tem a ver esses ícones do terror com o Corcunda de Notre Damme?, É bem simples, lembra-se daqueles filmes melo-dramáticos do inicio, que deixaram muita gente desempregada!  O  filme o corcunda de Notre Damme, uma fantástica historia de Victor Hugo, incorpora isso tudo, uma historia de terror, mas com um teor melo-dramático, de uma paixão avassaladora  impossível, entre um ser quasímodo, e uma bela cigana, que não é correspondida pela moça e que faz o monstro se transformar em uma besta assassina.
Humilhado ao extremo, ele se vinga de todos.


São duas formas de amar diferentes, um amor descontrolado de um ser problemático, que tem uma visão muito reduzida sobre uma relação humana verdadeira, mas que mesmo assim insiste nela com todas as suas forças, e por um outro lado uma mulher uma moça na flor da idade, de uma beleza ofuscante, mas que tem no corcunda apenas um ser ao qual ela nutre uma amizade e um carinho muito grande devido ate pela sua situação física comovente,  e ao trata-lo sempre bem, ela acaba por alimentar nele uma ilusão de correspondência amorosa da moça, essa historia lembra muito a historia de Gabrielle-Suzanne Barbot, o conto A  bela e a Fera.
Fonte Hammer Corporation Cinematografic.
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