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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

O AÇOUGUEIRO MALDITO.

Hoje eu vou contar nesse Blog a historia impressionante de um dos assassinos mais frios e cruéis que viveram em nosso mundo até hoje. Califórnia E.U.A., uma mente totalmente desvirtuada de amor, compaixão e afeto pelo seu semelhante, que fez que ele realizasse uma sequencia impressionante de crimes, que so pararam por um simples acaso, pois esse elemento  apesar de toda esse histórico de maldade, possuía uma dupla personalidade (tipica dos psicopatas assassinos), e sendo assim, ele era um suspeito improvável  e nunca foi colocado entre os diversos suspeitos de todos os crimes cometidos. E nessa sua frieza fora do normal, ele conseguia atrair suas vitimas, e também  conseguia conviver com as pessoas normalmente, sendo  ate frequentador de um bar de policiais, e era muito bem quisto por eles, que o consideravam extremante inteligente e sociável, (outro fator tipico desses criminosos, aguda inteligencia e aparente sociabilidade).
Um perfil totalmente normal, que 
o deixava livre para cometer
 seus crimes bárbaros.
Edmund Kemper III, nascido em 18 de Dezembro de 1948, Burbank Califórnia  era filho de Edmund Kemper Jr, e Clarnel Strandberg, desde cedo ele possuía uma estreita relação afetiva com seu pai, que nunca parava em casa e também não demostrava nenhuma afinidade paterna com ele, e ficou arrasado quanto seus pais se divorciaram e ele então ficou definitivamente morando com sua mãe, que parece ter sentido demasiadamente o peso dessa separação e começou a beber descontroladamente se tornando então uma alcoólatra.
O grande fator que o ajudou em sua sina 
criminosa, sem duvida foi a falência 
afetiva de sua família, abaixo Clarnel
 Strandberg, sua mãe.
Desde o principio sua relação com a mãe foi a mais horrível possível, ela de alguma forma tentava descarregar em alguém todas as suas frustrações afetivas e ele estava bem no seu caminho, e era bombardeado de todas as maneiras possíveis por ela, que não se preocupava nem um pouco em deprecia-lo e humilhá lo aos extremos, chegando ao ponto de chegar a coloca-lo para viver dentro do porão da casa, alegando que ele poderia estuprar a sua irma, mais nova, pois ele desde pequeno possuía maneiras estranhas, pegava as bonecas das irmãs, cortava suas cabeças e simulava estar mantendo relações sexuais com as cabeças.
 Edmund Kemper, O avô trucidado por ele.
A avó Maude Kemper.
Desde cedo demostrando esse transtorno de personalidade e sem nenhum tratamento, fez com ele fosse devido também pela separação dos pais, juntando aos maus tratos de sua mãe, aumentando o seu índice de morbidez, chegando ao ponto de uma vez esfaquear o gato de estimação, enterra-lo e depois desenterra-lo e ficar brincando o animal morto e mau cheiroso, sem duvida alguma mais uma perigosa mente psicopática estava sendo formada, pois os ingredientes para isso lhe era oferecidos diariamente, dentro de sua propria casa, Cansado daquela vida sofrida, ele então resolveu fugir de casa, indo de encontro ao seu pai na cidade de Van Nuis Califórnia.
A sua terceira vitima abaixo 
Mary Ann Pesce.
Sua quarta vitima Anita Luchesse.
Mas ao chegar la, ele foi destratado pelo pai, que ja estava morando com outra mulher e não queria dividir com ele sua nova vida, e o expulsou de sua casa mandando-o de volta para sua mãe. Ao chegar então novamente para sua mãe, que se sentiu traída por ele ter dado preferencia de morar com o pai, acabou por não aceita-lo de volta em sua casa, mas uma vez rejeitado por aqueles que deveriam sempre acudi-lo, e isso com certeza fez com que todo seu ódio fosse sendo pressurizado dentro de si, (e sem nenhum tipo de tratamento psicológico-psiquiátrico) e que em algum momento em sua vida, isso fosse despertar, sendo tudo colocado para fora, da pior maneira possível. Estava mais do que na cara que isso iria acontecer um dia, pois como ja disse acima os ingredientes estavam todos ali sendo utilizados, e criando um monstro terrível.
A sua quinta vitima Aiko Koo.
Rejeitado pelo pai, agora sambem rejeitado pela mãe, ele então foi morar com seus avós  paternos, que moravam em uma fazenda de 17 hectares,  nas montanhas de North Folk também Califórnia, mas a sua relação com os avós se mostrou muito fria, principalmente com sua avó que era a figura estampada de sua mãe, e por varias vezes gritou com ele por nada, apenas para descarregar nele sua raiva momentânea. Tudo aquilo em sua mente era inexplicável, parecia um vídeo tape, onde as coisas se repetiam novamente, e principalmente as coisas ruins.  Mas uma vez Kemper estava, vivendo uma rejeição em sua vida, e ele teria que mudar isso de alguma forma, e tudo começou então a acontecer quando ele presenciou os seus avós discutindo, e sua avó com palavras, insultando o seu avô.
A sexta vitima Cindi Schall.
Ele então resolveu acabar com todo aquele sofrimento(em sua mente doentia),quando o seu avô saiu, ele então se aproximou da avó e deu-lhe um tiro na cabeça, e também esfaqueou seu corpo, e ele agora tinha um problema, mas o problema em sua mente não era dele ter matado a própria avó, mas sim de como o seu avô iria reagir quando visse a esposa morta, então ele (como disse depois), para que o seu avô não passasse por um sofrimento maior, ele então esperou o mesmo, e quando ele chegava da rua com compras nas mãos ele descarregou seu revolver em cima dele, e com isso em sua mente, ele tinha evitado que o seu avô sofresse, (só mesmo um louco para pensar desta maneira).
A sétima vitima Rosaling Thorpe.
A oitava vitima Alison Liu.
E com isso ele foi preso e logo de principio percebeu-se de sua insanidade, ele foi encaminhado para um centro de tratamento de insanos(Manicômio Judiciário), agora ele cometeu esse crimes quando estava apenas com 15 anos de idade. Estando ele então agora internado no hospital psiquiátrico Atascadero, ele enfim tinha uma ocupação, desde o principio ele foi elogiado pela imensa inteligencia, ele possuia u Q.I de 136 que foi aumentado depois para 145, (um Q.I. de gênio)  e se tornou assistente do seu psicologo, pois ele tinha uma memoria fotográfica, e apenas em observa-los atendendo os pacientes, ele decorava tudo desde os diagnósticos ate a ministração dos medicamentos especiais. Na época ele tinha 2,06 metros de altura e pesava 130 quilos, um verdadeiro gigante, e embora contra a vontade de vários médicos daquele hospital.
Remoção dos dois últimos corpos 
vitimados por Kemper, sua mãe Clarnell
 Strandberg e a amiga dela Sally Hallet,
 totalizando então 10 homicídios.
Mesmo tendo ele executado barbaramente os seus avós, foi liberado para  cuidar de sua mãe, (parece um pais que eu conheço, onde criminosos cruéis não ficam muito tempo presos, e suas sentenças são ridículas  e então aquele gigante adormecido como deveriam pensar alguns, (principalmente aquela pessoa que era o principal responsável pela sua liberação), voltou a atacar, com um terrível e sórdido apetite voraz por sangue humano, um predador insaciável por sangue humano indefeso, e entre Maio de 1972 a Fevereiro de 1973, ele executou seis jovens moças, todas com as mesmas características, com seus crimes tipificados como crimes seriais, ele agia sempre da mesma forma, esperava em algum ponto da estrada, onde jovens moças pediam carona, e ele então chegava, e oferecia sua carona mortal.  
Quando a justiça  se apieda de criminosos 
frios e cruéis, sempre alguém da 
sociedade sentira isso na pele!
Eram moças, na maioria dos casos universitárias, no total foram 6 delas assassinadas  praticamente da mesma forma, por esse monstro, que alem de executa-las ele também realizava um ritual macabro, cortando-lhes a cabeça  e depois jogava as cabeças em algum lugar, bem longe dos corpos,  e mesmo agindo com toda essa violência contra suas vitimas, esse criminoso, estava longe de ser capturado pela policia, pois ele não deixava nenhuma pista a ser seguida, e por incrível que pareça, ele foi descoberto quase que por acaso.Tudo começou quando a policia de Santa Cruz, estava realizando um tipo de recadastramento de todos os possuidores de armas de fogo.
O gigantismo era mesmo apenas tamanho e safadeza.
E era sabido que ele possuía uma arma de calibre 22,  e então a policia tinha por obrigação, certifica-lo sobre a regularização da mesma, mas agora tinha um pequeno detalhe, quem seria o policial que lhe-entregaria a intimação, pois ele era enorme, com 2,06 de altura e 130 quilos, sendo assim muito intimidador pelo seu tamanho, e essa menção honrosa acabou sobrando para o detetive Michael Allufi, que chegou ate ele e conversando conseguiu que ele lhe entregasse a arma numa boa, mas toda sua carreira criminosa estava começando a ser descoberta por esse detalhe aparentemente tão desprezível para o caso, pois Kemper estava fora da lista de suspeitos, e ele ainda era amigo dos policiais, pois frequentava o bar Jury Room, que era frequentado por muitos policiais, que tinham amizade com ele e o achavam uma pessoa muito agradável.
Os policiais nunca imaginariam 
que aquele monstro terrível estava
 muito próximo deles!
Mas com a visita da policia em sua casa, ele perdeu o controle, pensando que os mesmos ja o haviam descoberto, por isso, ele praticamente se entregou, e sabendo então que seria preso e ficaria o resto da vida na cadeia ele então antes que isso acontecesse, resolveu encerrar sua vida criminosa com "chave de ouro", isso é matando aquela pessoa que ele mais odiava na face da terra, que era nada mais nada menos do que sua própria mãe (Clarnell Strandberg), e realizou isso da maneira mais horrenda possível, ele a-espancou  batendo nela sem piedade ate que ela perdesse os sentidos, depois ele bateu varias vezes na cabeça dela com um martelo, depois cortou a cabeça dela, fez sexo oral com a cabeça, e ainda não satisfeito, cortou as suas cordas vocais, e finalmente dependurou cabeça e começou a atirar dardos nela, e depois de toda essa barbárie ele ainda teve folego para convidar a melhor amiga de sua mãe (Sally Hallet) para visita-los e quando ela chegou ele a estrangulou.
Ele cometia seus crimes e depois
 ia ao bar de policias para ver 
a repercussão dos mesmos.
Ele disse depois, que retirou as cordas vocais da cabeça de sua mãe morta, por vingança, por todas as vezes que ela gritou com ele, o fato inusitado disso foi que ele mesmo ligou para a policia e confessou ter cometido o crime contra sua própria mãe e a amiga dela, mas quando os policias chegaram, ficaram ainda mais surpresos quando ele na maior tranquilidade confessou ser o serial killer que havia matado as jovens estudantes (6 no total), são elas Mary Ann Pesce, Annita Luchesa, Aiko Koo, Cindy Schall, Rosalind Thorpe e Alice Liu, e pondo fim então na jornada de crimes do serial conhecido como o açougueiro de moças, que aterrorizou a cidade de Santa Cruz na Califórnia nos anos 70. No total então ele matou os avos paternos, depois mais 6 moças e finalizou com a própria mãe e a amiga dela, sendo com isso 10 pessoas executadas.
Aguçada inteligencia e imensa
 simpatia aparente, característica
 dos psicopatas assassinos.
Deixar um elemento com essa característica
 predadora nas ruas, é o mesmo que soltar 
um leão no centro de uma cidade.
Quando a justiça favorece de alguma forma um criminoso, ignorando todo o seu potencial de maldade, ao mesmo tempo ela esta ignorando a segurança do cidadão de bem, que poderá ser uma próxima vitima desse mesmo criminoso, e isso deve valer muito mais em caso de psicopatia, pois clinicamente e cientificamente, o psicopata é tido como incurável, ou seja ele deve ficar obrigatoriamente em um ambiente especial,  recebendo tratamento adequado para a sua doença.  Libertar  um elemento desses, com um altíssimo grau de crueldade,  que foi capaz de executar os  próprios avós sem sentir nenhum tipo de remorso ou arrependimento, é uma grande irresponsabilidade e também uma covardia contra toda a sociedade, se os procedimentos fossem realizados corretamente, esse elemento nunca teria sido libertado, e 8 de suas vitimas estariam vivas, nesse caso, notoriamente houve condescendência de alguém com esse demônio, um profissional despreparado, que deixou-se ser enganado por ele, e por esse grave erro, 8 pessoas foram executadas, ele esta agora numa cadeia pelo resto de sua vida, de onde nunca deveria ter saído.
Fonte Wikipedia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

O HOMEM ERRADO.

O Homem Errado é o que mais representa o seu medo da polícia. Esse pavor começou quando o diretor tinha apenas cinco anos: depois de ter feito alguma travessura, o seu pai o mandou para o delegado com um bilhete, pedindo que o homem prendesse seu filho por cinco minutos. A experiência durou pouco, mas foi o bastante para traumatizar o menino por toda a vida. O resultado pode ser visto em quase todos os seus filmes: a polícia, além de ser ineficiente, está sempre do lado errado, perseguindo o protagonista inocente. O que difere essas outras obras de O Homem Errado é a ênfase que Hitchcock dá aos danos que essa força pode causar ao homem comum. 
Um homem normal, que de uma hora
 para outra tem sua vida revirada.
No resto de sua filmografia, os policiais quase nunca são levados a sério, ganhando até mesmo ares cômicos de vez em quando, já que nunca conseguem se apoderar do personagem principal (pelo menos por um longo período de tempo). Nesta produção, não há espaço para humor: a polícia não só prende Manny como arruína sua vida. Percebe-se que até o modo como Hitch filma a polícia é diferente: são filmados de maneira muito próximas, mas não como pessoas, e sim como meros instrumentos (ora ele só mostra seus pés e mãos, ora seus rostos de perfil, impassíveis como estátuas) ou seres insensíveis ao sofrimento do protagonista e da plateia, que toma as dores do músico. 
Estar em uma situação dessas, faz
 a cabeça viajar em pensamentos.
Assim, a antipatia de Hitchcock pela polícia vai aos poucos contagiando os espectadores. O típico humor hitchcockiano não está presente aqui porque o Mestre se esforçou para se manter fiel à história o máximo possível. Ele próprio admitiu que morreu de medo de se afastar da narrativa original, o que deve tê-lo impedido de inserir seus toques mais costumeiros, como as sequências cômicas. Se levarmos em conta o caráter verídico de O Homem Errado, percebemos que ficariam muito deslocadas cenas de humor: quem é que acharia graça de qualquer coisa sabendo que, em algum lugar e alguma hora, um homem realmente passou pelos sofrimentados apresentados na tela?
Um musico que se ve em uma situação
 muito constrangedora e cruel.
Dito isso, podemos passar para a construção primorosa do suspense deste filme. O filme começa leve e banal, com Fonda se apresentando no clube, lendo o jornal na volta para a casa, conversando com sua mulher e filhos… Essas cenas aparentemente inúteis, na verdade, tem dupla importância: elas contrastam com os fatos ainda por vir (é a volta da história do cidadão simples que é obrigado a sair da rotina e viver algum tipo de jornada, temática cara à obra de Hitchcoch) e, principalmente, permitem que nos identifiquemos com Manny. Ele é um homem direito, vive uma vida sem qualquer agitação, totalmente preenchida pelo trabalho e amor à família. Sabemos, de antemão, que ele nunca poderia ter feito nada fora da lei. É por causa dessa boa apresentação na calmaria, que torcemos tanto para Manny provar a sua inocência na tempestade.
Uma historia que pode muito bem se
 encaixar na vida de qualquer pessoa normal.
Como pode ser desconfortável passar por
 uma situação dessas, mesmo atraves da ficção.
A grande tematica dessa historia urbana, é o fato da grande comoção causada aos telespectadores, que praticamente se colocam no lugar do personagem Manny Balestero (Henry Fonda), devido a sua grande peculariedade com a maioria das pessoas, fazendo com que fiquem do lado do acusado, e contra a policia, em uma relação absolutamente possivel a qualquer cidadão. E devido a isso causa uma estrema sensação de frustração a todos quando a policia então, resolve coloca-lo atras das grades pura e simplesmente. Logicamente em qualquer caso de crime, alguem deve ser responsabilizado, mas quando tudo leva a crer que esta havendo um grande engano, e uma injustiça esta sendo feita, para a policia essa possibilidade é muito pequena ao ponto de pura e simplesmente, não acreditar nele, e deixa-lo em uma situação incomoda, pois tambem a policia tem a obrigação moral de descobrir e prender o culpado, mesmo que em certas ocasiões não se tenha 100% de certeza sobre a sua culpa, mas é preciso dar uma resposta a sociedade... E essa resposta pode ser o homem errado.
Fonte Fan Apart.

VIDA E MORTE NAS ALTURAS.

Em 5 de outubro de 1999, pouco antes de uma devastadora avalanche varrer as encostas próximas do acampamento-base do monte Shishapangma (8.027 metros), matando o montanhista Alex Lowe, ele parecia “quase certamente entusiasmado e feliz”, descreveu na época seu amigo Gordon Wiltsie, fotógrafo da National Geographic. “Que seu corpo descanse para sempre no lado tibetano da montanha é um bom lugar”, afirmou. A avalanche também matou o cinegrafista Dave Bridges, 29 anos, além de causar ferimentos leves em Conrad Anker. Lowe tinha 40 anos e era considerado o melhor alínista da historia da America do Norte e um dos maiores no cenário internacional. Os caprichos dos movimentos glaciares acabam de impedir o desejo de Wiltsie: os corpos de Lowe e Bridges foram encontrados, por puro acaso, pelos alpinistas Ueli Steck e David Goettler, que atualmente busca abrir nessa montanha uma nova via de escaladas com um desnível de 2.000 metros.
Alex Lowe  o primeiro a esquerda
 ao lado de Conrad Anker
alpinista que foi soterrado
 por uma avalanche em 1999.
Os perigos rondam de todos os lados,
 as vidas dos destemidos alpinistas, 
Conrad Anker levou anos para superar a morte do seu grande amigo e mentor, seu parceiro de escalada, seu alter ego. Demorou a entender por que, estando tão perto, a avalanche poupou sua vida. Seus colegas de expedição procuraram os corpos durante dias, sem sucesso. Dois anos depois da tragédia, Conrad Anker se casou com a viúva de Alex Lowe, Jennifer, e adotou os três filhos dele, Max, de 10 anos, Sam, de 6, e Isaac, de 3. Em seguida, criaram a Alex Lowe Foundation, uma organização beneficente cujo site estampa nesta segunda-feira o título: “Alívio”.Muitos dos que perdem um ente querido na montanha fazem o impossível para recuperar seus restos. É uma forma de encerrar o luto, olhar ao futuro, de virar uma página que, entretanto, sempre continuará presa. É a necessidade de saber que a pessoa desaparecida não será encontrada por um desconhecido. Conrad Anker e sua esposa estavam por acaso no Nepal, trabalhando para sua fundação quando receberam a ligação do suíço Ueli Steck e do alemão David Goettler.
Conrado Anker  considerado o melhor
 alpinista americano sobreviveu por muito
 pouco e viu seu grande amigo ser
 engolido pela avalanche.
Alex Lowe virou uma lenda por sua imensa
 capacidade em vencer os grandes picos
 e tambem por ter salvo muitos alpinistas. 
 Descreveram dois corpos “ainda presos no gelo azul, mas emergindo da geleira”. Os dois fizeram a mesma descrição da roupa, e Anker soube, “sem nenhuma dúvida”, que haviam encontrado os restos de seus amigos. “A descoberta traz alívio a Jennifer, nossa família e a mim, e fecha um círculo”, declarou Anker. Sua mulher, Jennifer, escreveu no site da fundação: “Alex e David desapareceram, foram capturados e permaneceram congelados no tempo. Agora agradecemos por conseguirmos recuperá-los”. O casal irá agora ao acampamento-base de Shishapangma com a ideia de “dar descanso” aos dois alpinistas. Conrad Anker agora é um dos alpinistas mais respeitados do momento, um homem que vive com sua família em Bozeman, Montana e que percorreu quase o mesmo caminho de sucesso de seu amigo Alex. Por isso se prendeu a um detalhe: “é bom que seus restos tenham sido encontrados por alpinistas. Não foram encontrados por um pastor com seus iaques.
Por tras de uma belíssima imagem, 
se escondem grandes perigos.
O tempo muda de uma hora para outra 
deixando os alpinistas a sua própria sorte.
Sem duvida as avalanches ainda
 são as maiores causadoras de
 mortes nas escaladas.
 Não foi um alpinista amador. David e Ueli são feitos do mesmo barro que eu e Alex”, declarou à revista Outside. Ueli Steck é o melhor alpinista do momento, uma pessoa à frente de seu tempo que acabou com muitas barreiras psicológicas no mundo do alpinismo. Se Alex Lowe é lembrado por seus resgastes no Denali, salvando vidas sem pensar na sua, Steck se lembra dele por seus gestos no lado Sul do Annapurna: foi o único capaz de socorrer Iñaki Ochoa de Olza em sua agonia na montanha, impedindo que morresse sozinho, e anos depois retornou para realizar no mesmo lugar uma escalada de outro mundo: escalou e desceu a parede por um novo caminho em 28 horas. Conrad Anker foi co-protagonista de um grande documentário chamado Retorno a Meruque, após receber o prêmio do júri no Festival de Sundance em 2015, chegou a ser exibido em circuito comercial nos Estados Unidos. Foi um enorme e inesperado sucesso. Anker explica no filme como superou a perda de seus dois mentores: Mugs Stump e Alex Lowe, e ao lado de dois alpinistas muito mais jovens do que ele realiza o caminho da conquista da Barbatana de Tubarão do Meru. Anker fala da necessidade e da sorte de contar com um mentor que ajude o alpinista jovem a entender a montanha, seus códigos, sua essência, seus dramas, suas leis não escritas. E a continuar vivendo quando a perda o paralisa completamente.
Fonte El Pais.

VOCE PERDOARIA?

O que faz alguém perdoar um assassino? A canadense Margot von Sluytman pode responder a essa pergunta. Em 1978, quando ela era adolescente, seu pai, Theodore, foi morto durante um assalto à loja em que trabalhava. Glen Flett, um dos assaltantes, apertou o gatilho. Anos mais tarde, ele se arrependeu. E fez contato com Margot.  Desse primeiro gesto viria a surgir uma extraordinária amizade. Falando, e às vezes chorando, os dois contaram sua história ao programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC.  "Desde cedo aprendi que agir de forma violenta ou raivosa às vezes funcionava. Tive meu primeiro contato com a polícia aos sete anos de idade. Estava com meu irmão e meu primo; eram três anos mais velhos do que eu e tinham grande influência sobre mim. Eles estavam invadindo uma casa, a polícia apareceu e nos pegou", conta Glenn. "Quando eu tinha nove anos, houve outro encontro."Glen diz que, dessa vez, foi agredido fisicamente. Dali em diante, conta, passou a "odiar a polícia visceralmente"."Meus pais não viam essas coisas. Meu pai me amava e tentava esconder as coisas que eu estava fazendo da minha mãe."Aos 19 anos, Glen foi preso pela primeira vez. "Fui pego roubando de uma loja e, quando o segurança me pegou, puxei um canivete suíço e o esfaqueei. 
Margot em 1978 teve o pai 
Theodore, assassinado friamente 
por um assaltante cruel assaltante.
Essa tragedia causou uma imensa 
desilusão e frustração a uma jovem
 adolescente muita apegada ao pai.
Foi a primeira vez que fui preso. Eu tinha 19 anos."Aos 22 anos, Glen se casou. Arrumou um trabalho, teve um casal de gêmeos  mas não durou muito. "No dia em que meus gêmeos nasceram fui para a cadeia por assalto à mão armada." Em 1978, Glen e seu comparsa - um homem que ele havia conhecido na cadeia - estavam morando em Toronto. Foi nessa cidade, no dia 27 de março, que Glen cometeu o ato que mudaria para sempre sua vida - e também a de uma família local."O dia estava lindo, lembro muito bem. Vínhamos planejando esse assalto. Queríamos roubar um entregador. O plano era derrubá-lo, pegar a sacola com o dinheiro e fugir. Derrubamos o cara e saímos correndo pela escada rolante, empurrando as pessoas que estavam em nosso caminho. Chegamos ao piso principal, corremos pelos corredores." "Uma pessoa vinha correndo atrás de nós, gritando, 'parem esses caras'. Entramos em uma loja cheia de araras com roupas. Naquele primeiro momento, não vi Sluytman. Ele apareceu de repente, me segurou pelo colarinho e disse: 'Pare. Desista, filho'."Glen mal consegue falar ao recordar esse momento. Meu parceiro e eu… acho que nós dois, espontaneamente, atiramos nele."  
Glen Flett foi o algoz assassino do
 pai da jovem Margot no passado.
Que hoje se diz ter mudado de vida e 
imensamente arrependido de ter 
causado tremendo dano a toda
 familia de Margot no passado.
Glen não soube, de imediato, que havia matado o pai de Margot."Ele estava me segurando, mas quando foi alvejado, me largou. Então eu caí no chão. Levantei e saí correndo." Ele e o parceiro correram para o carro e foram para o apartamento onde estavam morando. Quando ligaram a televisão, ouviram a notícia de que um homem havia sido morto durante um assalto. Enquanto Glen descreve aquele dia fatídico, Margot, a filha de Glen, escuta em silêncio. Agora, emocionada, ela explica o que sente ao ouvir o depoimento."Sinto a dor. E também sinto uma dor intensa por… (começa a chorar) por Glen. Porque acho que deve ser muito difícil viver com essa dor." Margot começa a descrever como foi, para ela, o dia em que seu pai foi morto. "Eu estava em casa. Minha mãe trabalhava em casa; ela cuidava de crianças. Eu estava no andar de baixo, brincando de professora com as crianças. Bateram na porta da sala de brincar. Dois homens altos. Perguntei quem eram, o que estavam fazendo ali. Disseram que eram policiais, então perguntei: 'Meu pai teve um acidente de carro?' Aconteceu alguma coisa?""E eles responderam: 'Não, ele foi morto hoje em um assalto'." "Tínhamos uns varais no andar de baixo. As roupas brancas do meu pai estavam penduradas no varal. 
Margot demostra com essa atitude 
uma impressionante tendencia afetuosa
 mesmo com aquele ser que destruiu
 boa parte de sua vida na juventude.
Reconhecer o assassino de um familiar
 no passado, e hoje te-lo como um 
grande amigo, é uma atitude para
 poucos seres humanos.
Olhei para as roupas e depois corri rápido para o andar de cima. Minha mãe estava sentada no topo da escada. Ela chorava muito. Olhou para mim e disse: 'Margot, papai. Morto'." "Minha vida mudou", conta Margot. "Metade de mim morreu quando meu pai morreu." "Éramos muito próximos em nossa família. E eu e meu pai éramos muito próximos. Duas semanas antes de ele morrer, tivemos uma grande discussão. Nós nunca brigávamos. E tínhamos acabado de fazer as pazes. Eu tinha 16 anos."Na manhã em que foi morto, Theodore Sluytman estava de folga, conta Margot. Mas foi à loja porque queria se preparar para uma liquidação. Era um ótimo vendedor, ela explica. E ganhava comissão. "Quando ele estava descendo as escadas eu perguntei: 'Posso ir com você?' Ele olhou pra mim e disse, 'Escute aqui, sua pestinha, vou sair por duas horas e já volto, ok? Você fica aqui'." "Eu não falo muito sobre isso", diz Margot. "Acho que é a primeira vez." Enquanto Margot vivia o luto pela morte do pai, Glen foi preso e condenado por assassinato. Anos se passaram. Na prisão, Glen passou a praticar o cristianismo. Começou a refletir sobre a vida que tinha destruído, o mal que causara, diz ele. Um dia, obteve permissão para sair da cadeia e passar alguns dias com sua própria família.
Eu imagino que se a morte tivesse 
ocorrido por algum acidente, ja seria
 muito difícil de-se perdoar, agora
 imagine a morte ocorrida por um
 crime bestial de assalto!
Não se trata apenas do perdão biblico, mas
 de algo muito acima disso, capaz de unir
 em solido traço de amizade o algoz e 
a vitima, nem Fleud explicaria isso.
Glen relembra as visitas dos filhos pequenos. "Meus pais traziam meus filhos para me ver. Eles vinham; a casa tinha dois quartos. Meus pais dormiam em um deles; eu e os meninos juntávamos as camas de solteiro e dormíamos todos juntos."  "À noite, enquanto eles dormiam, eu ficava acordado, pensando na sorte que tinha. Sentia vergonha em pensar que alguém como eu podia viver isso, quando eu havia tirado a vida de um outro", conta Glen, com a fala entrecortada por soluços. Margot, por sua vez, precisou se distanciar um pouco da família. "Saí de casa três meses após meu pai ser morto. Saí porque queria que me deixassem em paz. Para poder pensar. A dor na minha casa era demais."Margot conta que sentia uma forte necessidade de conhecer a pessoa que matara seu pai."Eu tinha de saber. Por que fizeram aquilo?" E Glen vivia atormentado pelo remorso. "Queria que eles soubessem que eu compreendia a santidade da vida. E que eu não entendia isso antes de tirar a vida de Sluytman. Mas agora eu chorava até cair no sono às vezes porque eu sentia muito pelo que havia feito."Quando Glen saiu da cadeia, sua esposa, historiadora, descobriu onde estava a sepultura de Sluytman."Fomos visitá-la", ele conta. "Era tão bem cuidada. 
Alguns crimes são demasiadamente graves 
e suas sentenças são ridículas, agora 
uma situação inusitada dessa, deixam
 as pessoas injustiças com um ar de
 interrogação e perplexidade!
Margot aceitou as desculpas do 
assassino de seu pai, e o perdoou,
 e hoje desfrutam de uma grande amizade.
Doze anos mais tarde, dava para perceber que a família visitava a sepultura com frequência. Ele não tinha sido esquecido.""Eu procurei a polícia. E também o promotor do caso. Disse a eles que tinha mudado a minha vida, que sentia muito (pelo que havia feito) e que gostaria de dizer isso à família Sluytman."No entanto, Glen foi desaconselhado a procurar a família. Um dos policiais temia que o contato trouxesse de volta a dor e as lembranças. Anos mais tarde, um amigo de Glen leu um artigo sobre Margot. Ela tinha crescido, cursara universidade, era poeta e tinha acabado de ganhar um prêmio. Glen e sua esposa decidiram fazer uma doação pela internet em apoio ao trabalho dela. A doação foi feita anonimamente. "Três horas mais tarde, recebemos um e-mail", conta Glen."Você é casada com o Glen Flett, o homem que matou meu pai na segunda-feira de Páscoa, dia 27 de março de 1978?", dizia a mensagem. "Fiquei apavorado. Não sabia o que pensar", conta Glen. Foi assim que teve início um diálogo entre Margot e o homem que matara seu pai. Em resposta, a esposa de Glen escreveu: "Vimos o seu trabalho, não queríamos fazer mal a você"."Não me fizeram mal. Vou mandar alguns livros para vocês", respondeu Margot. "Você se importaria em pedir ao seu marido que me faça um pedido de desculpas?"
A grande maioria dos criminosos se diz 
arrependidos de seus crimes, porem
 e viram-se as costas e logo eles repetem
 os mesmos atos criminosos, quem vai
 saber o que se passa dentro das
 cabeças desses criminosos?
Perdão uma palavra facil de-se dizer porem um 
sentimento muito dificil de-se disponibilizar,
 agora eu nunca perdoaria alguém que 
machucasse uma pessoa da minha familia !
"Na manhã seguinte, encontrei uma carta curta, respeitosa e simples me pedindo desculpas. A partir daí, começamos a conversar. O que eu queria saber era: por quê? E também quais tinham sido as últimas palavras do meu pai.""Trocávamos e-mails, eu tinha milhões de perguntas. Ele respondeu todas. No final, ele disse que precisava me encontrar. Voei para British Columbia, onde Glen vive. E nos encontramos." "Não sabia como ela era, mas eu conhecia Margot. Tínhamos uma conexão forte nos nossos corações. Falei de coisas que eu sentia a respeito do que havia acontecido, coisas profundas, que nunca havia dito a ninguém." "Ela saiu do carro e perguntou 'Glen Flett?' Nos abraçamos e começamos a chorar. Conversamos e caminhamos durante uma hora e depois fomos para a minha casa, onde ele conheceu minha filha, Victoria, que tem nove anos. Ela disse, 'Pai, é tão estranho, ela tem um jeito tão parecido com o seu!" Desde então, Margot e Glen já se encontraram várias vezes.Encontrar Glen "me ajudou de uma maneira profunda", diz Margot. "Somos muito amigos. Dizemos 'eu te amo' um ao outro. Sei que para algumas pessoas é muito complicado ouvir isso."De fato. Perdoar, sim, dizem alguns. Mas amizade? Não acaba reabrindo a ferida?"Não", responde Margot. "É muito bonito. Porque é um paradoxo."(Aos que perguntam por quê?) respondo: Porque é a coisa certa. É a coisa certa para mim. É a coisa certa para Glen. Sinto que meu pai está sendo celebrado. Minha mãe está sendo celebrada, os pais de Glen estão sendo celebrados. Toda a dor deles não é em vão. Temos esperança. Amor. Possibilidades. E temos diálogo. Falamos sobre a perda. Sinto gratidão.
Fonte MSN Noticias.