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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

MIMETISMO.

A camuflagem é um recurso resultante da ação da seleção natural sobre uma determinada espécie, empregado por inúmeras espécies para se protegerem dos seus predadores. Uma das mais amplas e variadas adaptações é a camuflagem natural, a habilidade de um animal esconder-se de predador ou presa.A camuflagem pode ocorrer pela cor, forma ou tipo de cobertura do animal. É difícil, por exemplo, discernir um veado novo entre as folhagens, devido à cor parda e às pintas escuras. 
A mariposa fica praticamente 
 invisível no meio das folhas secas.
Como o objetivo final da camuflagem é esconder o animal de outros, a fisiologia e o comportamento de seus predadores ou de suas presas é altamente significante. Um animal não desenvolverá nenhuma camuflagem que não o ajude a sobreviver, então nem todos os animais misturam-se em seu meio ambiente da mesma maneira. Por exemplo, não há sentido em um animal replicar a cor de seu meio ambiente se o seu principal predador for insensível às cores. O fator mais importante é o meio ambiente.
A serpente fica escondida esperando por uma presa.
Há duas maneiras pelas quais os animais produzem cores diferentes. Uma é por meio dos bio-cromos, que são pigmentos naturais microscópicos presentes no corpo de um animal que produzem cores quimicamente. Sua maquiagem química é tanta que eles absorvem algumas cores da luz e refletem outras. A cor aparente de um pigmento é a combinação de todos os comprimentos de ondas de luz visíveis que são refletidas por esse pigmento.Os animais podem também produzir cores através de estruturas físicas microscópicas. 
A onça pintada se confunde com as cores da floresta.
Os seus olhos podem ser movidos independentemente para qualquer direção, o que lhe confere aparência curiosa. Quando um camaleão vê uma presa, pode fixá-la com um olho e utilizar o outro para verificar se não há predadores nas redondezas. O encefalo do camaleão recebe duas imagens separadas, que tem de associar. À medida que se aproxima da presa, o camaleão fixa nela ambos os olhos para poder fazer pontaria.Os olhos são recobertos por uma pálpebra que deixa livre apenas uma pequena área circular no centro, que corresponde à íris e a pupila.
O linguado desaparece no meio da areia do fundo.
Sua pele possui bastante queratina, o que apresenta uma série de vantagens (em especial, a resistência). Mas essa característica faz com que o camaleão precise fazer a "muda" de pele durante seu crescimento (a pele antiga descama, dando lugar a outra), assim como fazem as serpentes e outros lagartos . O Camaleão é uma espécie rara para algumas pessoas, certas pessoas duvidam da existência deles. Em países como a Espanha o camaleão é bem vindo e também muito conhecido, onde muitas pessoas os adotam como animais de estimação.
O inseto mais parece uma folha do que um animal.

Estas estruturas agem como prismas, refletindo e espalhando luz visível. Dessa maneira, uma certa combinação de cores é refletida. Os ursos polares, por exemplo, realmente têm a pele preta, mas parecem brancos por terem pelos translúcidos. Quando a luz brilha em seus pêlos, cada pêlo curva um pouquinho. Isto rebate a luz ao redor, fazendo então com que parte dela incida sobre a superfície da pele do urso polar e o resto da luz seja refletida, produzindo a coloração branca. Em alguns animais, os dois tipos de coloração são combinadas.
O camaleão assimila as cores do lugar, 
tornando-se assim, quase invisível.
Por exemplo, repteis, anfíbios e peixes com coloração verde normalmente têm uma camada de pele com pigmento amarelo e uma camada de pele que espalha a luz para refletir uma cor azul. Combinadas, estas camadas de pele produzem o verde.Camuflagem é muito comum na natureza; encontra-se em algum grau na maioria das espécies. Mas não é muito comum para um animal ser capaz de mudar sua coloração para combinar com um meio ambiente em mudança. 
Alguns polvos alem de conseguirem 
assumir varias formas no seu corpo,
 também podem assumir varias cores.
Porém, alguns animais desenvolveram essa a habilidade de mudar de cor, na maioria das vezes por causa da troca de estações. O habitat de um animal pode estar todo verde e marrom no verão, mas no inverno estará todo branco de neve, e a sua camuflagem marrom que funcionava perfeitamente agora o torna um alvo fácil. Por isso, alguns animais, como a raposa do artigo e a lebre-artica mudam sua pelagem na troca de estações. Penas e pêlos em animais são como cabelos e unhas dos humanos - são, na verdade, tecido morto. Estão presos ao animal, mas como não estão vivos, o animal não pode fazer nada para alterar sua composição. Consequentemente, um pássaro ou um mamífero tem que produzir uma pelagem ou penas completamente novas para mudar de cor.
O tigre se confunde totalmente com a vegetação.
Alguns animais, assim como várias espécies de sepias (molusco da classe Cephalopoda - a mesma de lulas e polvos), podem manipular seus cromatoforos para a troca total da cor de sua pele. Estes animais possuem uma coleção de cromatóforos e cada um deles contém um pigmento singular. Um cromatóforo simples pode estar envolto por um músculo que pode contrair ou expandir. Quando o músculo da sépia se contrai, todos os pigmentos são empurrados para a parte superior do cromatóforo. No topo, a célula fica achatada dentro de um disco largo. 
O urutu cruzeiro, passa desapercebido
 em meio a vegetação.
Quando o músculo relaxa, a célula retorna ao seu formato natural de um pequeno pingo. Este pingo é muito difícil de ser visto porque a parte larga do disco constringe a célula. Constringindo os cromatóforos com um determinado pigmento e relaxando todos os outros com outros pigmentos, o animal pode trocar toda a cor do seu corpo num piscar de olhos.
Fonte National Geografic.
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