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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

TRAMA DE HORROR PASSIONAL.


A novela macabra que se tornou a morte do embaixador grego no Brasil, Kiriakos Amiridis, de 59 anos, ja existem novos capitulos. Apos uma investigação que correu contra o relogio na semana entre o Natal e o ano novo, a Policia Civil do Rio de Janeiro, começou a perfilar a complexa, e tambem confusa dinamica do crime, e seus tres protagonistas diretos, que tiveram suas prisões decretadas pela justiça. O que segue é um relato do que supostamente aconteceu na Segunda, dia 26, até a Sexta Feira dia dia 30 do ano passado, e segundo os depoimentos dos envolvidos, a esposa do embaixador, de 40 anos, seu amante o policial militar e segurança do embaixador, Sergio Gomes Moreira, de 29 anos, e um parente dele, Eduardo Moreira de Melo, de 24 anos (a policia referiu-se a ele como primo do PM, enquanto o juiz que decretou a prisão refere-se a ele como sobrinho do suspeito).
O embaixador grego Kiriakos Amiridis,
 foi traido e morto por alguém 
que ele nunca imaginaria.
O casamento com a esposa Françoise
 não era um conto de fadas, e 
sim uma trama  de terror.
Na segunda-feira à noite, dia em que supostamente o embaixador tinha desaparecido, como sustentava Françoise, o PM Sérgio Moreira chegou à casa que o casal diplomático mantinha em Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio. Sérgio ia acompanhado de Eduardo, como registraram as câmeras do condomínio. O PM, que foi descrito pela polícia como um conhecido da família que prestava serviços de segurança ao casal, diz que matou o embaixador depois de ter brigado com ele em função dos contínuos maus tratos que Françoise sofria por parte de Amiridis. Na briga, o diplomata teria lhe apontado uma arma, e Sérgio o teria asfixiado em legítima defesa. A tal arma de Amiridis não foi encontrada, o que fragiliza sua versão, segundo a polícia. Havia ainda manchas de sangue no sofá da casa do casal, o que faz da hipótese da morte por asfixia “altamente improvável”, segundo o delegado responsável pelo caso, Evaristo Pontes.
Lagrimas de crocodilo da viuva 
que premeditou todo o crime sem 
nenhuma consideração com
 a propia filha apegada ao pai!
Mulher extremamente burra que
 trocou uma vida luxuosa de
 princesa por uma cela
 imunda de cadeia!
 O sangue apontaria morte com uso de faca, por exemplo. A viúva, por sua vez, também afirmou que vinha sofrendo maus tratos. Segundo declarou à polícia, ela e o embaixador já não tinham mais “relação conjugal”. Em seus primeiros depoimentos, a embaixatriz disse que no dia do assassinato ela estava alheia à tragédia, pois passeava no shopping com a filha de 10 anos do casal. Mas depois reconheceu aos investigadores que, no dia seguinte ao crime, ou seja, na terça, dia 27, viu uma mancha escura no sofá de sua casa e questionou o amante sobre o que tinha acontecido. Ele, então, teria confessado o crime. Françoise resolveu denunciar o suposto desaparecimento do marido no dia seguinte (28), fingindo não saber o que havia acontecido de fato com ele. 
O veiculo do embaixador foi encontrado queimado
 e com um corpo carbonizado dentro
(provavelmente o corpo do embaixador).
As cameras de segurança demostraram
 o PM acusado junto com a vitima
 ainda vivo nesse mesmo veiculo.
Disse que ele havia saído de carro na segunda e desde então não dava notícias. E que não era a primeira vez que o embaixador saía e ficava mais de um dia sem dar satisfação. Desta vez, porém, ele não respondia a suas ligações. Mas ela não foi sozinha à delegacia. A já viúva compareceu diante dos agentes com o PM Sergio ao lado e um advogado, o que deixou os investigadores em estado de alerta. A partir da denúncia da embaixatriz e sob pressão da publicidade que o caso ganhou, os policiais começaram a procurar por Amaridis em hotéis e locais da Zona Sul que o embaixador frequentava a trabalho. Nada encontraram. Seguiram-se entrevistas com Françoise e com o policial e aparecem as contradições. É aí que entra Eduardo, que se tornou um personagem central para desvendar a trama. Chamado pelo PM para dar suporte ao crime, o jovem, segundo a polícia, sentiu-se traído por Sérgio quando viu a polícia bater na sua porta. 
A policia carioca merece todos
 os parabéns por ter elucidado essa 
trama monstruosa em tempo record.
A viuva que imaginou sair no lucro com a
 morte do marido, ficou sem nada,
 desmoralizada, e ainda tera que 
cumprir alguns longos anos na prisão.
Acabou contando detalhes que ajudaram a desvendar o mistério da morte do embaixador. Eduardo admitiu ter ido até à residência do casal, e ajudado na morte do diplomata em troca de 80.000 reais prometidos por Françoise, que seriam pagos 30 dias depois do assassinato do marido. Ele acabou aceitando a missão, seduzido pela pequena fortuna que esse dinheiro significava para ele. Ficou com ele o papel de vigia enquanto o policial assassinava  a perícia ainda dirá como  o embaixador. A mulher, disse ele aos policiais, chegou a ameaçá-lo de morte se dissesse uma palavra sobre o assunto. Françoise, no entanto, negou conhecer o cúmplice do seu amante, mas as informações dadas por Eduardo podem confirmar que se tratou de um crime premeditado, inclusive com a presença dela na cena do assassinato. Durante a investigação, Sérgio afirmou que Françoise não estava em casa na hora do crime. Eduardo, porém, disse que ela entrou na residência com a filha por outro cômodo da casa, enquanto eles estavam na sala tentando embrulhar o pesado cadáver de Amiridis num tapete. Eles conseguiram, ainda segundo o relato que a polícia atribui a Eduardo, que a menina não percebesse nada, mas Françoise chegou a ir à sala e cobrado satisfação pela demora em resolver o assunto.
Fonte El Pais.
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