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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TUDO COMO D´ANTES NO QUARTEL DE ABRANTES.

 O maior desastre ambiental do país completa um ano neste sábado (5). O rompimento da barragem de  fundão transformou o Rio Doce,  o mais importante da região sudeste , em um mar de lama. As consequências dessa tragédia continuam a provocar dor e incerteza. O Rio Doce e seus afluentes passam por 228 cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. Segundo o Ibama, mais de 11 mil pessoas  foram prejudicadas de alguma forma. O rompimento da barragem provocou uma avalanche de lama e rejeitos de minério que atingiu em cheio o distrito de Bento Rodrigues. Por mais de 600 quilômetros, arrasou mais três distritos e a cidade de Barra Longa, até alcançar o mar, no Espírito Santo. Expulsou de casa 1300 pessoas, 19 morreram e um funcionário da Samacro nunca foi encontrado.
Um tsunami de agua e muita lama 
destruiu tudo por onde passava.
A cidade praticamente desapareceu
 em meio uma montanha de
 resíduos destruidores.
O Ministério Público denunciou 21 funcionários da mineradora e dos acionistas da Vale e BHP.  Se a justiça aceitar a denúncia, eles se vão se tornar réus e podem ir à júri popular. Em Belo Horizonte, integrantes do Projeto Manuelzão, uma das maiores referências ambientais do estado, estenderam uma grande faixa no chão para lembrar os mortos na tragédia. O Ministério Público de Minas Gerais também fez um ato para divulgar o trabalho dos promotores. Desde o rompimento da barragem, 18 mil processos foram abertos contra as três empresas pedindo indenização e reparação de danos ambientais. O Jornal Hoje teve acesso às últimas análises da água do Rio Doce, feitas pelo Instituto de Gestão das Águas de Minas  Gerais  e os resultados não são bons.
A marca escura demostra a 
altura que chegou a lama.
O veiculo foi parar em cima do telhado
 da casa como um brinquedo.
As marcas do desastre ambiental ainda impressionam. O barco afundou na lama que veio da barragem de rejeitos e ninguém conseguiu tirar. Um ano depois da tragédia, ainda é possível encontrar imagens impressionantes de destruição. Na época do rompimento da barragem, as análises das águas dos rios mostraram altos níveis de contaminação pela lama, baixa do oxigênio e a presença de metais acima do permitido - ferro, manganês total, alumínio, arsênio, cádmio, chumbo, cromo, mercúrio, níquel e cobre. As plantações precisam ser irrigadas, mas a água do rio não é recomendada para a agricultura, segundo o Igam, o Instituto de Gestão das Águas de Minas, que monitora o Rio Doce em 12 trechos desde o rompimento.
O rio formado por carcaças de peixes 
demostra o tamanho da tragedia.
Centenas de toneladas de peixes 
mortos causando uma perda 
terrível para o meio ambiente!
Entre Rio Doce e Belo Horizonte, as análises mostram que a água não é recomendada para os animais. Há alteração da turbidez e de sólidos em suspensão e a água do rio para abastecimento das casas, só se for tratada. Na comunidade rural de Cachoeira Escura, o abastecimento dos 12 mil moradores está comprometido por causa do assoreamento provocado pela lama. Ficou mais difícil fazer a captação, a falta d´água virou rotina há um ano. A prefeitura garante que a água é tratada, mas falta confiança dos moradores. Os sonhos foram atropelados pelo mar de rejeitos e muita lama. Dezesseis milhões de metros cúbicos ainda está espalhada entre a barragem que se rompeu e o Rio Gualaxo, um dos principais afluentes.Com a chegada da chuva, esse material vai ser levado para os rios. Obras da Samarco para conter os rejeitos estão atrasadas, segundo o Ibama. Uma parte deve terminar em dezembro.
Uma cidade arrasada não apenas 
pela lama, mas tambem pelo
 descaso publico!
Um ano depois e praticamente
 nada foi feito, ninguém foi punido 
criminalmente, e varias outras represas
 também correm o risco de se romperem!
A Samarco afirmou que a construção do dique de contenção de rejeitos atrasou porque dependia de autorização do governo de Minas. A previsão da empresa é que até Julho do ano que vem termine a limpeza do reservatório de Candonga para ajudar a melhorar a qualidade da água. Apenas um pequeno lembrete, se essa tragedia a pior tragedia ambiental do Brasil em todos os tempos tivesse ocorrido em um pais serio, muita gente ja estaria na cadeia, mas aqui no Brasil tudo é normal, e não acontece nada para ninguém, e depois de 1 ano dessa destruição colossal da natureza, varias outras represas nas mesmas condições de Mariana foram descobertas e em situações ate piores daquela represa que se rompeu, isso é a qualquer momento poderemos ter a repetição dessa tragedia novamente em nosso pais.
Fonte G1 Noticias.
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