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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ABUSO EXPLICITO DE AUTORIDADE.

A Justiça de São Paulo condenou nesta quinta-feira (30) o policial civil José Camilo Leonel a 11 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, dos quais são seis anos de detenção em regime fechado. Ele foi acusado de torturar o comerciante iraniano Navid Sayasan, de 47 anos, em janeiro deste ano. O investigador de 51 anos ainda foi acusado de ameaçar, constranger ilegalmente, denunciar caluniosamente, comunicar falsamente um crime e abusar de autoridade contra o comerciante de tapetes. Leonel estava preso preventivamente desde 14 de abril. Cabe recurso. A estudante de direito Iolanda Delce dos Santos, de 29 anos, que chamou Leonel para  ir à loja do iraniano, foi condenada a seis anos e seis meses de reclusão, sendo três anos de prisão em regime fechado. Ela pode recorrer em liberdade.
Tudo começou por uma simples
 troca do produto, e descontrole
 do policial da corregedoria.
As imagens demostram que havia
 um relacionamento entre
 a jovem e o policial.
A decisão da juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira determina ainda, por abuso de autoridade, que Leonel pague multa de R$ 20 mil, tenha a aposentadoria suspensa e seu cargo cassado. As agressões contra Navid ocorreram no dia 21 de janeiro dentro e fora da loja de tapetes dele, nos Jardins, área nobre da capital paulista. Leonel tinha ido ao estabelecimento comercial a pedido da estudante de direito Iolanda Delce dos Santos, 29, que tinha se arrependido de comprar um tapete persa de R$ 5 mil em dezembro de 2015 e queria o dinheiro de volta. Como o iraniano não quis devolver a Iolanda o valor pago pelo tapete, ela chamou o policial, que espancou e ameaçou o dono da loja apontando uma arma para a cabeça dele. As agressões foram gravadas por câmeras de segurança do estabelecimento e exibidas pelo Fantástico.
A justiça tem provas suficientes
 para alegar que a jovem Iolanda
 foi a grande pivô dessa ocorrência,
 e a condenou a 6 anos de prisão.
As imagens das câmeras são 
bastante nítidas e demostram toda
 a truculencia e abuso do policial.
A Corregedoria da Polícia Civil havia indiciado Leonel por tortura e mais cinco crimes. Em abril, o investigador se aposentou, mas isso não impediu que a Justiça aceitasse a denúncia do Ministério Público (MP) contra o policial e decretasse a prisão dele para que fique recluso até um eventual julgamento. Além do inquérito policial, Leonel também respondeu a um processo administrativo disciplinar na Corregedoria. O iraniano prestou depoimento no dia 2 de março. A advogada do comerciante, Maria José Ferreira, disse que Navid relatou à Corregedoria como ocorreu a compra do tapete e todos os desdobramentos até a agressão dentro da loja. O comerciante, explicou, por exemplo, que após ter sido procurado por Iolanda querendo devolver o tapete, ele sugeriu um crédito no mesmo valor, para a compra de outros produtos da loja. Segundo ele, a estudante recusou a proposta e disse que chamaria a polícia. 
Foi uma sequencia de golpes
 injustificáveis no comerciante,
 dentro e fora da loja!
Uma atitude bestial e anti-profissional que custou
 muito caro ao policial, que sera exonerado
 do cargo publico, teve a sua aposentadoria 
caçada, e ainda tera que cumprir
 algum tempo na prisão.
Ela foi até o lado de fora do comércio, faz uma ligação pelo celular e, instantes depois, um carro da polícia, dirigido pelo investigador chegou ao local. Outras câmeras mostram que depois de uma conversa rápida com a estudante, o policial entra na loja e exige a nota fiscal do tapete. Em seguida, Leonel tenta algemar o proprietário e começa a agredi-lo e ameaçá-lo com uma arma. No vídeo, é possível ver que a estudante universitária assiste à agressão e não tenta impedir o policial. "Eu penso que ela cometeu uma incitação ao crime. Ela demonstrou uma frieza muito grande. Isso me causou estranheza. Se a gente tivesse pedido a ajuda de um policial e visse esse tipo de reação, a gente não ia deixar prosseguir", disse a advogada Maria José.Em depoimento que Leonel deu à Corregedoria, e que foi obtido pelo G1, o investigador afirmou que utilizou a "força física necessária"e que "sacou a arma sem colocar o dedo no gatilho". 
Ao pedir reforços alegando falsamente
 de uma ocorrência de assalto, ele ainda
 quase envolveu outros dois agentes
 do G.O.E. que chegaram ao local.
Em momento algum o comerciante
 esboçou qualquer tipo de reação,
 as imagens demostram isso.
Durante o registro do boletim de ocorrência, ele disse que não conhecia Iolanda. Em entrevista ao Fantástico, ela também negou conhecer o policial civil .Leonel contou que só usou de força física e sacou a arma porque Sayasan resistiu à prisão. Imagens das câmeras de segurança mostraram que Leonel agrediu e apontou a arma para Navid mais de uma vez. "Eu puxei Navid (Sayasan), a fim de dominá-lo e conduzi-lo para a viatura, e tentava contê-lo de alguma forma, com o uso de força física", descreve Leonel no seu depoimento. Segundo a SSP, o processo administrativo ca Corregedoria está em andamento e poderá resultar na cassação da aposentadoria. O investigador já foi ouvido, mas a pasta não divulgou um prazo para o procedimento ser concluído. Apesar de o MP ter pedido o arquivamento do caso contra Iolanda, a juíza não aceitou. No entendimento da magistrada, há indícios de participação da estudante na tortura e constrangimento ilegal contra Sayasan.
Em um momento o policial pegou
 um fuzil do outro policial do G.O.E.,
 e apontou para o comerciante.
Uma situação bastante dramática 
e constrangedora para qualquer um.
A mulher também foi indiciada constrangimento ilegal, falsidade ideológica e exercício arbitrário das próprias razões. Em entrevista ao Fantástico, ela disse que se ente culpada, mas que o dono da loja provocou o policial e, por isso, ele o agrediu. Segundo Iolanda, seu advogado indicou Leonel para auxiliá-la. Após encontrar Iolanda em um restaurante, o investigador foi à loja de tapetes e agrediu o Sayasan. "O comerciante xingou ele. Ele provocou o policial", afirmou a universitária. O comerciante afirmou ao Fantástico que "em nenhum momento quis ofender ela (Iolanda)"A mulher, no entanto, que não aprovou as agressões. "Me senti culpada, no meu coração não precisava fazer tudo isso. Não aprova a atitude do policial. Pensei em intervir, mas por ele estar armada, senti medo", afirmou."Nas imagens parecia que eu era uma bandida, que eu era amante dele, que eu mandei ele fazer isso, eu não mandei", disse a estudante. A conduta de Iolanda também é investigada.
Fonte G1 Noticias.
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