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domingo, 3 de maio de 2015

"PROVOCAÇÕES".


Provocador, frasista memorável e crítico dos descaminhos do Brasil, o diretor e ator Antônio Abujamra morreu nesta terça-feira (28/4), aos 82 anos, em sua casa em São Paulo, em decorrência de um infarto. Nascido em Ourinhos, no interior de São Paulo, Abu  como era chamado  fez história no teatro e trabalhou também no cinema e na televisão. Atuou em novelas, e desde 2000, apresentava o programa de entrevistas Provocações, na TV Cultura. O velório de Antônio Abujamra aconteceu na Terça-Feira, a partir das 17h, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. O corpo foi cremado na Quarta-Feira, no Crematório Vila Alpina, na Zona Leste da cidade.
Ele dirigiu Jardel Filho e Glauce
 Rocha em O Tartufo de 1966.
Antonio Abujamra sem duvida
 foi um genio da dramaturgia 
contemporânea em nosso pais.
Com uma trajetória marcada pela influência de Bertolt Brecht e do discípulo do mestre alemão, Roger Planchon, a quem conheceu pessoalmente, Abujamra integrou a geração de grandes diretores brasileiros que ascendeu durante a resistência à ditadura militar, como Antunes Filho, Zé Celso Martinez Corrêa e Flávio Rangel. Dirigiu Cacilda Becker, Lilian Lemmertz, Glauce Rocha e Irene Ravache, entre outros.Tendo cursado filosofia e jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, começou a carreira nos palcos no Teatro Universitário, na segunda metade da década de 1950. Aperfeiçoou-se na Europa, passando por Espanha, França e Alemanha, onde esteve no prestigiado Berliner Ensemble, companhia criada por Brecht. A estreia profissional foi em 1961, em São Paulo, ano em que dirigiu Raízes, de Arnold Wesker, com Cacilda Becker.
Ele possuía uma silhueta sinistra,
 mas no fundo era boa pessoa.
Alem de ator, diretor e apresentador, 
também Abujamra era um exímio 
recitador de poemas e o fazia como poucos.

Ainda na década de 1960, notabilizou-se com o Grupo Decisão, também baseado nos ensinamentos brechtianos, com o qual encenou o sucesso O Inoportuno, de Harold Pinter, em 1964, e Electra, de Sófocles, no ano seguinte. Nos anos 1980, envolveu-se com o histórico Teatro Brasileiro de Comédia e, na década seguinte, criou o grupo Os Fodidos Privilegiados, no qual foi substituído, posteriormente, pelo diretor João Fonseca.Retomou a carreira de ator  aos 55 anos, recebendo elogios pelo monólogo O Contrabaixo (1987), de Patrick Süskind, entre outros trabalhos. Na televisão, é lembrado pelo papel do bruxo Ravengar, da novela Que Rei Sou Eu? (1989), da Rede Globo.
Em 1989 trabalhou na novela Que
 Rei Sou Eu da Rede Globo no papel
 do bruxo Ravengar, ao qual foi
 muito elogiado pela critica.
Em Que Rei Sou Eu, ele contracena
 com a atriz Tereza Rachel.
Ele disse ao filho Andre 
Abujamra:
 "A vida é sua, então
 estrague-a como quiser".
Estabelecendo-se como apresentador do programa Provocações, Abujamra não gostava de estar na posição de entrevistado, tendo erguido em torno de si uma fama de mal-humorado. Mas era um verdadeiro criador de máximas. Ao Estado de S. Paulo, em 2012, declarou: "Para um artista, o fracasso e o sucesso são iguais. Os dois são impostores". Sobre a geração que sucedeu a sua, foi categórico: "A  juventude tem de ter mais coragem em relação a nós, porque, se nos respeitarem muito, vou desprezá-los".Eu adorava assistir o seu programa semanal pela Rede Cultura de Televisão "Provocações" onde ele sempre entrevistava personalidades importantes e que se destacavam em varios cenarios, achei super engraçado quando ele entrevistou o seu proprio filho Andre Abujamra e disse a ele " A vida é sua então estrague-a como quiser".   Ele sabia colocar as palavras certas na hora certa e com um resultado muito direto.
Fonte ZH Noticias.
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