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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

VIRUS MORTAL (OUTRO).

A Rússia proibiu nesta segunda-feira (30) a importação de alguns tipos de vegetais comestíveis da Alemanha e da Espanha, incluindo pepinos e tomates, por causa de um surto de infecções provocado por uma variedade da bactéria Escheridia coli em partes da Europa. A decisão russa foi anunciada após o pedido do governo alemão para que a população não coma pepinos até que os cientistas consigam identificar a origem da bactéria, que já matou 14 pessoas no país.
O virus altamente agressivo
 e que ja fez diversas 
vitimas na Europa.
Acredita-se que a fonte da infecção sejam pepinos contaminados que foram importados da Espanha e depois enviados da Alemanha para outros países europeus, mas isso ainda terá que ser confirmado por testes. Cientistas suspeitam que pepinos, tomates e alface possam ter espalhado a bactéria, mas até agora apenas amostras de pepinos analisados em Hamburgo, na Alemanha, tiveram a contaminação constatada.Até o momento, 1,2 mil casos confirmados ou suspeitos de infecções pela E. coli foram registrados na Alemanha, e centenas de pessoas também foram infectadas na Suécia, Dinamarca, Holanda e Grã-Bretanha. Contaminação Na maior parte dos casos, uma infecção gastrointestinal causada pela bactéria desencadeou a chamada Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) nas pessoas contaminadas. A síndrome leva a problemas nos rins e pode matar. A ocorrência de SHU nos pacientes surpreendeu os pesquisadores porque, normalmente, a doença afeta crianças com menos de cinco anos de idade.
Á origem real dessa bacteria 
ainda é desconhecida, mas acredita-se 
ser ela uma mutação de outras
 bactérias inclusive animal.
Mas, no caso alemão, 90% dos pacientes são adultos e dois terços são mulheres, segundo o correspondente da BBC em Berlim Stephen Evans.Segundo fontes oficiais, o ministro da Saúde alemão, Daniel Bahr, está se preparando para uma reunião de emergência com a ministra de Assuntos do Consumidor, Ilse Aigner, e com representantes de Estados alemães para discutir a situação.O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), com sede na Suécia, disse que o surto de SHU é “um dos maiores que já foram registrados no mundo e o maior já registrado na Alemanha”.
Patologistas alemães, quebram 
á cabeça em busca de respostas
 sobre o virus assassino!
No caso da Alemanha, a doença parece estar sendo causada por uma variedade da E. coli que produz uma toxina específica que destrói hemácias (células vermelhas do sangue) e provoca insuficiência renal. A E. coli se propaga principalmente pela comida, pela água contaminada ou pelo contado com animais doentes.Os sintomas típicos da infecção pela bactéria são febre moderada e vômito. 
No começo o pepino era o grande vilão 
dessa hidtoria, mas sabe-se agora que
 outras verduras também carregam o virus.
Em alguns casos, há diarreia com sangue nas fezes.A maioria dos pacientes se recupera em cerca de sete dias, mas uma parcela deles pode desenvolver a Síndrome Hemolítico Urêmica.Nos casos mais severos, a síndrome provoca convulsões e problemas graves no sistema nervoso.Especialistas alemães disseram que mais mortes deverão ocorrer na Alemanha, uma vez que 30 pessoas infectadas já perderam suas funções renais.Teme-se também que aumente o número de casos de infecção pela bactéria, já que são necessários dez dias para que os sintomas apareçam.
Ciclo dessa terrivel doença
 no meio ambiente.
Recolhendo produtos  Em meio ao pânico gerado pelo surto infeccioso, autoridades na República Tcheca, Áustria e França recolheram alguns pepinos espanhóis das lojas. A Áustria proibiu a venda de pepinos, tomates e berinjelas importadas da Alemanha. Oficiais tchecos disseram também que pepinos contaminados podem ter sido exportados para Hungria e Luxemburgo. Até o momento, suspeita-se que pepinos orgânicos espanhóis exportados para outros países europeus pela Alemanha ou diretamente pela Espanha, tenham desencadeado o surto infeccioso.
Colonias da bacteria Escheria
 Coli, se reproduzem numa 
velocidade fantastica!
Segundo um porta-voz da União Europeia (UE), duas fazendas espanholas identificadas como possíveis fontes do surto infeccioso foram fechadas e estão sob investigação. Mas as autoridades espanholas disseram que a UE não deve se apressar em culpar os produtores da região.“Você não pode atribuir a origem desta doença à Espanha”, disse em Bruxelas Diego López Garrido, secretário de Estado da Espanha para Assuntos Europeus.“Não há provas e é por isso que vamos exigir que aqueles que culparam a Espanha por essa questão respondam por seus atos”.
Clara Aguilera, ministra da agricultura 
e da pesca da região espanhola da Andaluzia,
 come pepino para mostrar que o vegetal 
não está contaminado pela bactéria ‘E. coli.
A conselheira de agricultura e pesca da região da Andaluzia, no sul da Espanha, Clara Aguilera, disse que o pânico em relação aos pepinos espanhóis está prejudicando o setor agrário do país.“Não sei por que é interessante para as pessoas ficarem contra a Espanha, contra a Andaluzia. Espero que não tenha a ver com interesses comerciais e que não continue. O dano provocado aqui é irreversível”, disse.Na província de Almeria, no sudeste do país, plantações de pepinos estão sendo destruídas. 
(Fonte: G1)
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